quarta-feira, 25 de maio de 2016

Sofrendo por medo de sofrer...

Invariavelmente acontece no consultório que ao analisarmos os medos daquele alguém na minha frente cheguemos a essa conclusão: o medo de sofrer por algo ou alguém nos mantém numa situação de sofrimento igual ou maior que o sofrimento do qual temos medo. Então eu brinco... ah então quer dizer que por medo de sofrer já vamos logo sofrendo que assim fica mais fácil?

Por exemplo, muitas vezes ficamos em relações onde não nos sentimos preenchidas, não nos sentimos ouvidas ou cuidadas por medo de ficarmos sozinhas. Ora, se estamos numa relação onde não nos sentimos preenchidas, não nos sentimos ouvidas e cuidadas, não estamos sozinhas nessa relação? Então, por medo de ficar sozinha, já vamos logo treinando a ficar sozinha, mesmo estando numa relação a dois??

Outro exemplo, quantas vezes fazemos de tudo para agradar a alguém - nossos pais, mães, maridos, namorados ou filhos - por medo de não sermos amadas?? Nunca dizer não, sempre aceitar o que vem do outro mesmo que aquilo não nos satisfaça e por vezes até inventarmos desculpas para justificar uma atitude do outro que no fundo não nos cai nada bem?

Mas se fazemos de tudo para agradar a alguém nos esquecendo de nós, das nossas necessidades e limites, a mensagem que estamos mandando para nosso eu mais profundo é: não sou amada pelo que sou e sinto, não valho a pena ser amada. 

Então, por medo de não sermos amadas já vamos logo nos deixando saber quanto não somos amadas. E sofremos...

Deu pra pegar a lógica da coisa? Vale a pena refletir, qual seu medo? Qual o sofrimento que virá caso aquilo que mais tememos aconteça? Será que já não estamos sofrendo exatamente por essa mesma razão??

sábado, 12 de março de 2016

Círculo de Mulheres - você já tem um?

Eu fui a primeira neta depois de 7 netos homens dos dois lados da família, do meu pai italiana/libanesa, e da minha mãe, italiana/brasileira. O nascimento da primeira menina foi um acontecimento e tanto.... mas vou pular a parte da história que diz que minha avó fez novena porque diziam "essa menina não vai vingar!".. depois que eu nasci e não mamava de jeito nenhum...

Mas cá estou eu, então, tudo funcionou afinal. 

Como podem imaginar com esse início de história, cresci num ambiente mais masculino que feminino. E minha madrinha e tia mais "mulherzinha" e libanesa da família morreu aos 30 e poucos anos, então não pude aprender com ela tudo que gostaria de ter aprendido.

Em algum momento da minha vida entrei mais profundamente nessa questão do feminino em mim e no mundo, depois de um insight importante no processo terapêutico ao longo do término do meu casamento. Fui estudar, me conectar com mulheres, entender melhor que história é essa de Círculos de Mulheres.

O fato que é que cada vez menos - e já há muito tempo - as mulheres tem tido espaço e tempo para nutrirem-se umas às outras como sempre fizeram ao longo de milhares de anos de história da humanidade. E com isso, perderam uma fonte de alimento e trocas que muito as ajudava na tarefa de nutrir o mundo ao seu redor. 

Os Círculos de Mulheres devolvem esse espaço e tempo para que as mulheres tenham uma convivência e troca generosa, compreensiva, nutridora. A troca das nossas próprias histórias, intermediadas por conhecimentos ancestrais e contemporâneos, nos levam a um novo patamar de entendimento e vivência do nosso feminino.

Para mim, participar de diferentes Círculos de Mulheres, ao longo dos últimos anos mudou completamente a maneira como eu me enxergo, me trato, me visto até! De nenhuma outra maneira poderia ter aprendido tanto.

Você já está em um Círculo de Mulheres? 


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A astrologia em minha vida...

Faz pelo menos 20 anos que fiz meu primeiro mapa astral. Me lembro de ter ficado tão impressionada como alguém que nunca tinha me visto sabia tanto de mim, que me apaixonei! 

De lá até aqui, foram muitos outros mapas e astrólogos maravilhosos na minha jornada. A cada leitura um novo insight sobre o qual trabalhei meses em sonhos, terapia... sempre novos pontos de vista cada vez mais completos e complexos sobre as influências energéticas do céu sobre meus passos na Terra! :) 

Logo veio o primeiro livro para estudar astrologia mesmo... "Curso Básico de Astrologia" de Marion D. March e Joan McEvers. Excelente começo! Com ele mesmo já entendi que seriam muitos e muitos anos de estudo até que conseguisse compreender mais profundamente a astrologia e eu tinha muitas outras coisas para estudar também... 

E assim eu fiz, estudei Jung, Florais de Bach, Terapia Holística, Psicologia do Feminino etc... mas a Astrologia continuava ali, devagar e sempre... e os mapas também! :)

Hoje, sinto que a Astrologia é uma forma incrível de compreender os grandes e pequenos fluxos energéticos a que estamos sujeitos, no individual e no coletivo. Aliás a astrologia usada para entender os grandes movimentos coletivos, a que todos estamos sujeitos de maneira inexorável e que assim como os grandes movimentos culturais, econômicos ou migratórios, transformam as pessoas, os países e o planeta é a parte que mais me atrai, me instiga. É lindo perceber com clareza como tudo está conectado nesses fluxos! 

Conhecer-se através do mapa astral é uma experiência incrível. Se quiser, faça o seu mapa gratuitamente no site www.astro.com e pelo menos você já vai poder conhecer seu signo solar e ascendente! Que é o começo do começo... :)



domingo, 31 de janeiro de 2016

Minha ida ao Bach Centre na Inglaterra

Conhecer Mount Vernon e entrar na sala onde Dr. Bach trabalhou e que ainda parece ter a energia dele impregnada me causou uma emoção maior que eu jamais havia imaginado! Meu corpo se arrepiou e meus olhos ficaram marejados. A emoção e o forte sentimento de gratidão e amor que tomaram conta de mim são difíceis de descrever.



A casa é pequena e aconchegante e na sala onde ele trabalhava tem ainda as poltronas, a máquina de escrever, livros, desenhos e os primeiros vidros florais. Que lindos!



Fiquei por ali, lendo vários livros da biblioteca que não conhecia pois não foram ainda traduzidos para o português e não encontramos por aqui. Comprei vários, nem preciso dizer! :) Também comprei vários florais para renovar o meu estoque e alguns vidros de tratamento pintados à mão que me deixaram apaixonada!

Fui muito bem recebida e pude circular à vontade pela casa e pelo jardim, que apesar do inverno, me permitiu ver várias das plantas cujas flores são usadas para fazer os florais. Elas são identificadas com umas plaquinhas de madeira, fofas!






Quando saí de lá no táxi que me levaria de volta à estação de trem mais próxima, tinha comigo um sentimento de alegria e preenchimento por estado ali e me impregnar ainda mais dessa energia de cura pela natureza que Dr. Bach me ensinou!


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Seminário Reconhecer a Polaridade, Celebrar a Unidade - com Maria Soledad

Maria Soledad, psicóloga, especialista do feminino e palestrante internacional, está no Brasil e nos dará a honra de compartilhar muito conhecimento! É no próximo 14/ Novembro, aqui em Ribeirão!

Vamos conhecer melhor essas energias feminina e masculina que vivem em nós...reconhecer é o primeiro passo para integrar. É um seminário para mulheres e homens, parceiros ou não. Aprender com a visão do outro é uma oportunidade muito rica!

O desconto para pagamento até 30/10 está valendo! 

Dúvidas e inscrições: analuferes@gmail.com

Espero vocês! 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Porque ainda tratamos mal as nossas meninas?

É tão tamanha a frequência com que ouço relatos de situações de vida onde as mães foram "más"* com suas filhas meninas, que vivo me perguntando qual a raiz dessa questão.

Entre amigas vejo como ainda é frequente que elas "confessem" que "sem querer" se dão conta de que mimam mais seus filhos meninos que as meninas. "Ah elas são bem mais independentes", "eles são tão carinhosos!" muitas ainda dizem, como dizia a geração da minha mãe.

Outro dia, conversando com uma amiga super mega hiper blaster antenada, humana, sensível, culta etc, etc, etc. quase caio pra traz quando trago esse assunto e ela me diz "sabe que outro dia me dei conta que minhas brincadeiras com minha filha caçula são bem diferentes das que faço com os meninos?! Com ela eram sempre palavras do tipo "nossa, mas vc não cansa de ser feia não, menininha?", "onde vc aprendeu a ser tão sapeca, hein?' e com os meninos era sempre no positivo, na aprovação incondicional...

Uau! Claro que isso não significa que ela a ame menos que a eles. Tenho certeza que não! Então porque continuamos a amar incondicionalmente nossos meninos e não nossas meninas??

Também não tenho uma resposta, claro! Mas uma coisa que sempre me parece confortar é pensar que um menino yang que nasce de uma mãe yin dá muito mais liga que uma menina yin que nasce de uma mãe yin. E essa natureza básica das energias que se atraem e repelem pode responder muito do como essa ligação vai se configurar.

O espelho que a menina pode representar para todas as feridas ou assuntos das mães, cuja existência dela vai trazendo à tona ao longo do tempo, e com os quais não sabemos ou não queremos lidar em nós, talvez seja um norte a olharmos essa questão.

Por isso, acredito no caminho  da consciência dos aspectos mal resolvidos em nós para que eles não precisem continuar sendo projetados nas nossas meninas, perpetuando o ciclo de baixo senso de valor que elas, tornando-se mulheres, continuam carregando em si. E que talvez seja o ponto de partida do novo ciclo de rejeição!

Como diz Maria Soledad, "o melhor que uma mãe pode fazer por sua filha é curar-se como mulher"! 

* por más quero dizer, repressoras, não protetoras, colocando sobre elas a maior parte da responsabilidade do cuidar na casa, com os irmãos, reprimindo sua sexualidade quando brota, julgativas, críticas...




Porque estar entre mulheres?

Porque aos poucos ao longo dos séculos da história as mulheres foram tendo cada vez menos espaços para si, entre si, num ambiente de trocas, harmonia e união.

E nós mulheres nos beneficiamos muito desse convívio não competitivo para aprender juntas, dançar juntas, estar juntas!

Círculos de mulheres com os mais diferentes objetivos se espalham pelo mundo e tem sido um trabalho muito, muito frutífero. Espaços para aprendermos umas com as outras, umas das outras, umas pelas outras, umas através das outras...

"Até que você esteja comprometido, há hesitação e possibilidade de voltar atrás, sempre há ineficácia com respeito a todas as iniciativas (e criação). No momento em que há compromisso decisivo, a Providência também se movimenta. Um turbilhão de acontecimentos é desencadeado pela decisão. Seja o que for que você possa fazer ou sonhar que pode, comece. A ousadia contém em si genialidade, poder e magia. Comece agora." 
W.H.Murray, The Scottish Himalayan Expedition (atribuído a Goethe)

Diferentes atividades são desenvolvidas em grupo com mulheres.  Para saber mais e participar, me manda um email analuferes@gmail.com e conversamos!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

sobre feridas de amor...

Tantas vezes penso sobre a dificuldade que todos temos na relação com os objetos primordiais de amor das nossas vidas! As projeções, a necessidade de aprovação, as raivas contidas, os laços entretecidos de amor, cuidados e expectativas.

Compreender melhor os vários aspectos que nos unem e nos separam de nossos pais é de importância tão fundamental no processo terapêutico porque é nessas relações que se formam as nossas feridas de amor. E poder olhar para elas com mais profundidade para curá-las, faz todo sentido, na minha visão que se aprofunda cotidianamente no consultório.


Costumo dizer que precisamos olhar para nossas pais como 4 figuras; nosso pai e o homem que ele é, nossa mãe e a mulher que ela é. Pois só assim podemos começar a separar o que é nosso e o que é consequência de ter tido como mãe uma mulher do tipo Ana ou Márcia,  e como pai um homem do tipo Augusto ou José! 


Olhar para suas personalidades, desejos, frustrações, belezas, limitações e virtudes para além da maternidade ou paternidade que exerceram para nós, nos possibilita ir limpando, clareando, compreendendo, perdoando e assim escolhendo qual versão de nós mesmos queremos ser. Aquela mais profunda de nós, nosso eu verdadeiro, ou SELF para Jung, ou aquela PERSONA moldada pelas experiências e emoções vividas ao longo da vida e que vai nos tornando alguém reativo e automático, sem escolha consciente.


Ver essa transformação ao longo do processo terapêutico é o que mais me encanta no ser humano! 



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