Tantas vezes penso sobre a dificuldade que todos temos na relação com os objetos primordiais de amor das nossas vidas! As projeções, a necessidade de aprovação, as raivas contidas, os laços entretecidos de amor, cuidados e expectativas.
Compreender melhor os vários aspectos que nos unem e nos separam de nossos pais é de importância tão fundamental no processo terapêutico porque é nessas relações que se formam as nossas feridas de amor. E poder olhar para elas com mais profundidade para curá-las, faz todo sentido, na minha visão que se aprofunda cotidianamente no consultório.
Costumo dizer que precisamos olhar para nossas pais como 4 figuras; nosso pai e o homem que ele é, nossa mãe e a mulher que ela é. Pois só assim podemos começar a separar o que é nosso e o que é consequência de ter tido como mãe uma mulher do tipo Ana ou Márcia, e como pai um homem do tipo Augusto ou José!
Olhar para suas personalidades, desejos, frustrações, belezas, limitações e virtudes para além da maternidade ou paternidade que exerceram para nós, nos possibilita ir limpando, clareando, compreendendo, perdoando e assim escolhendo qual versão de nós mesmos queremos ser. Aquela mais profunda de nós, nosso eu verdadeiro, ou SELF para Jung, ou aquela PERSONA moldada pelas experiências e emoções vividas ao longo da vida e que vai nos tornando alguém reativo e automático, sem escolha consciente.
Ver essa transformação ao longo do processo terapêutico é o que mais me encanta no ser humano!
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
sobre feridas de amor...
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Ah o amor... :: Artigo publicado na revista Expressa Mais!
Feliz ano
novo! Não é assim que cumprimentamos as pessoas que vemos pela primeira vez
quando um novo ano começa?
Quando um
novo ano começa, quantas pessoas renovam a esperança de encontrar o amor...
Que amor?
Aquele sentimento fácil de reconhecer quando estamos enamorados e tão difícil
de manifestar quando estamos contrariados?
Fácil de
sentir pelos filhos da gente, mas difícil de sentir pelos filhos dos outros? Que
outros filhos são esses senão filhos amados de outros pais?
Será que se
conseguirmos sentir pelos outros filhos todos, incluindo a nós mesmos, uma
pequenina parcela do amor que dedicamos aos nossos próprios filhos, muda alguma
coisa?
Muda tudo.
Em nós e no mundo.
O exercício
de deixar o sentimento de amor fluir através de nós começa pelo caminho do amar
a si mesmo, não tem outro jeito. Lambendo as feridas, compreendendo as escolhas,
buscando dentro do dentro o que nos faz diferente e o que nos faz igual.
Daí,
reconhecer-se como parte de um todo maior, interconectado nas situações,
experiências e pessoas ao redor é um pulinho. Só então podemos acessar o amor
em outra dimensão, a do sentimento que já não tem como alvo apenas o bem de
poucos amados, mas sim o bem de tudo e todos.
Poderia
estar essa busca representada também nas nossas renovadas esperanças para o
novo ano que começa? Feliz ano novo!
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