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quinta-feira, 28 de junho de 2012

O que você quer de verdade? :: Artigo publicado na revista Expressa Mais!


“...eu subi na árvore, que tinha uma base forte e muitos galhos novos, ainda frágeis, e mesmo que alguém dissesse – cuidado, vai quebrar... eu estava me equilibrando ali”.  Na árvore tem muitos galhos novos, como novas idéias dentro de mim - ouvi de quem relatou esse sonho.

Vivemos num mundo onde racionalidade, objetividade e utilidade se sobrepõem à subjetividade e ao sentido verdadeiro, como norte de nossos atos e decisões cotidianos. Mas será esse o melhor caminho para reconhecer o que se quer?

Desde que nascemos aprendemos a barganhar o amor e a aprovação dos que nos rodeiam em troca de comportamentos e atitudes esperados de nós. Nesse processo muitas vezes não aprendemos a escutar o que nós queremos de verdade. Então vamos vivendo na balança entre acatar e atacar os que nos dizem o que fazer.

Quando começamos a olhar para dentro e vamos conseguindo identificar a voz que fala no mais profundo do nosso peito, do nosso estômago, do nosso eu, um mundo de possibilidades abre-se para nós.

O exercício de escutar essa voz mais profunda que fala em nós, indicando a melhor direção a seguir a cada momento, exige Coragem.

Coragem de acreditar mais em nós e menos na opinião das outras pessoas. Coragem de seguir em direção ao que queremos de verdade, correndo risco de desagradar alguém que queremos muito bem, mas que nem por isso tem direito ou razão de definir como devemos conduzir nossa própria vida. Coragem de mudar.

E na medida em que nos equilibramos nesses galhos novos, nascidos da nossa voz mais verdadeira, a vida vai ficando mais leve, mais segura, mais feliz! E os que amamos passam a reconhecer em nós a beleza do saber o que se quer de verdade.


publicado na Revista Expressa Mais! de Abril/2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Medo de que?

Tem medo que vem de mansinho, tem medo que vem aos galopes. Tem medo que acorda de noite. Tem medo que vem de fora, tem medo que vem de dentro. Tem medo de voltar, tem medo de ficar. Tem medo de não se encaixar e tem medo de pactuar. Tão diferentes quantos diferentes somos.

O que de comum nas diferenças?

Medo contrário da Coragem. Coragem de ser. Coragem de deixar ser. Coragem de aceitar quem se é. Coragem de confiar na vida que se descortina ao caminhar. Coragem de reconhecer que cada pequenina parte desse caminho foi essencial na construção de quem se é hoje, ontem e sempre. Agradecer.

Nascer implica coragem. Fé de entregar-se à vida sem qualquer controle do que virá pela frente. Porque viver seria diferente? Porque em alguns momentos ao longo da caminhada nasce a necessidade de controlar o que vem depois do agora?

Reconhecer-se nas escolhas da vida ajuda a relaxar e confiar que o que virá em seguida não poderá ser em nada tão diferente daquilo que viemos escolhendo, sendo, vivendo. São todos frutos do caminhar.




sábado, 30 de outubro de 2010

Mudar ou não mudar, eis a questão?

Walnut
Hoje uma amiga escreveu perguntando se sei qual é o segredo da resposta à sua dificuldade de tomar uma decisão de mudança de cidade, que há tempos ela tem vontade de fazer.

Refletindo, disse à ela que sinto que há 2 questões primordiais nessa questão: primeiro é necessário ter muita clareza do motivo que leva à vontade de mudança, porque, senão, seres humanos que somos, depois de algum tempo podemos nos esquecer da razão pela qual quisemos aquela mudança e estarmos novamente insatisfeitos onde estamos. E é bom lembrar que nos esquecemos facilmente das dificuldades e infelicidades, tão logo deixamos a situação de stress.

E a segunda questão, inspirada pela famosa frase do John Lennon “Estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo”, ou algo parecido, e que na verdade está intimamente ligada à primeira, porque se temos certeza dos motivos pelos quais estamos buscando uma mudança grande de vida/lugar etc. temos mais chance de não esconder atrás da mudança (seja de marido, casa, cidade, emprego etc...) uma insatisfação mais profunda de não sabermos quem somos, de onde viemos e para onde vamos.... sabe como é?

Por isso é preciso ter coragem. Coragem para mudar? Também. Mas a coragem maior, de fato, é para encarar à fundo quem se é e ser fiel às descobertas, mesmo que isso implique deixar de ser o que pensam que somos os que nos rodeiam (e pensamos nós muitas vezes) e agir de acordo com esse novo ser que descobrimos ser.

A partir daí, mudar de casa, de cidade, de emprego, de amigos ou de qualquer coisa na vida, passa a ser consequência natural do processo. Coragem amiga!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Coragem

Ontem acabei ficando até tarde na televisão assistindo mais uma vez o filme Joana D´arc de Luc Besson, presa pelo arquétipo da coragem, manifestado na tela brilhantemente por Mila Jojovich.

Coragem, virtude e princípio existente dentro de cada um de nós. Coragem advinda da convicção de que somos parte de um todo que vibra conosco. Se em momentos difíceis estamos vibrando a virtude na forma de seu oposto, o medo, então os florais podem nos ajudar muito.

Dr. Bach sistematizou 5 florais que vibram Coragem: Cherry Plum, Red Chestnut, Aspen, Mimulus e Rock Rose. O primeiro vibra a Coragem na forma do autocontrole, para conquistarmos o equilíbrio, nos centrarmos e perdermos aquela sensação de estar fora de controle, perdendo a cabeça. O segundo nos ajuda quando estamos com aquele sentimento medroso de que algo de ruím aconteça às pessoas que amamos, imagens negativas que não nos saem da cabeça; apendemos a relaxar e entender que não podemos controlar o caminho de cada um e devemos confiar.

Aspen nos ajuda a trabalhar aquela vibração de estranheza com os aspectos não racionais da vida e transformar numa vibração de harmonia e proteção do todo, enquanto Mimulus nos ajuda a trabalhar os aspectos de timidez e vergonha das situações cotidianas que temos algum medo de enfrentar, ajudando cada um a ser ele mesmo - descortinar o Self. Rock Rose trabalha o chackra do Plexo Solar, na "boca do estômago" e nos ajuda a enfrentar com coragem heróica momentos de paralisia e sofrimento extremo.

Joana D´arc nos ensina a acreditar na nossa intuição e na voz mais pura que fala dentro de cada um. Dr. Bach nos ajuda no caminho.

Um beijo a todos,

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