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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Autoconhecimento... o que é isso afinal?


Quem sou eu? Quais as etiquetas com que me apresento? Sou psicoterapeuta, junguiana, tenho 47 anos, sou mãe de um menino de 12 anos, moro em Bonfim Paulista, etc. etc. etc. etc.... o que isso diz de fato a meu respeito?

Tem uma sabedoria japonesa que diz que cada um de nós tem 3 caras: uma com a qual nos relacionamos com o mundo social, uma com a qual nos relacionamos nas nossas relações mais íntimas, mais próximas e uma com a qual nos relacionamos conosco mesmos. Aquele eu que sou quando ninguém me vê, quando não penso em ninguém mais que eu mesmo e o meu desejo mais profundo e secreto.

Sabe aquela versão secreta de nós mesmos, aquele eu que mora dentro de nós e que só nós conhecemos? Todos sentimos isso de uma forma ou de outra. Não?

E se nos arriscássemos a colocar no mundo esse secreto eu? Como seria?

Já parou para pensar o que nos impede de colocar esse secreto eu que somos no mundo? Que louca sou de querer colocar no mundo aquilo que mais desejo e que me motiva? Ora, ora, ora...

Autoconhecimento é um processo contínuo de desvendar essas diferentes caras de mim. Todas as partes que me compõe, como se manifestam, o que desejam, para onde me levam. E nessa busca, pra mim, vale tudo! Terapia, astrologia, yoga, meditação, filosofia, religião, massagem, acupuntura, leitura, grupos, silêncio, natureza, relações, sonhos, análises, relatos, pensamento... Tudo aquilo que me ajuda a reconhecer ou me assegurar de alguma faceta de mim...

E assim, processualmente, arriscadamente, vamos aprendendo a manifestar de forma mais integrada esse eu que somos, indivisível em partes que nos reduzem a isso ou aquilo. 

Coragem é bem necessária sim, mas a alternativa é tão monótona, unilateral, sofrida, que vale a pena pelo menos tentar novas possibilidades de ser! Não?

Na minha vida o processo de autoconhecimento foi e é imperativo. Sempre me surpreendo com novos aspectos de mim que sequer tinha antes me dado conta... Certamente me torna uma pessoa mais tranquila, esperançosa, paciente, perseverante, compassiva, centrada e amorosa, sobretudo comigo mesma, onde tudo começa! 


segunda-feira, 18 de maio de 2015

sobre feridas de amor...

Tantas vezes penso sobre a dificuldade que todos temos na relação com os objetos primordiais de amor das nossas vidas! As projeções, a necessidade de aprovação, as raivas contidas, os laços entretecidos de amor, cuidados e expectativas.

Compreender melhor os vários aspectos que nos unem e nos separam de nossos pais é de importância tão fundamental no processo terapêutico porque é nessas relações que se formam as nossas feridas de amor. E poder olhar para elas com mais profundidade para curá-las, faz todo sentido, na minha visão que se aprofunda cotidianamente no consultório.


Costumo dizer que precisamos olhar para nossas pais como 4 figuras; nosso pai e o homem que ele é, nossa mãe e a mulher que ela é. Pois só assim podemos começar a separar o que é nosso e o que é consequência de ter tido como mãe uma mulher do tipo Ana ou Márcia,  e como pai um homem do tipo Augusto ou José! 


Olhar para suas personalidades, desejos, frustrações, belezas, limitações e virtudes para além da maternidade ou paternidade que exerceram para nós, nos possibilita ir limpando, clareando, compreendendo, perdoando e assim escolhendo qual versão de nós mesmos queremos ser. Aquela mais profunda de nós, nosso eu verdadeiro, ou SELF para Jung, ou aquela PERSONA moldada pelas experiências e emoções vividas ao longo da vida e que vai nos tornando alguém reativo e automático, sem escolha consciente.


Ver essa transformação ao longo do processo terapêutico é o que mais me encanta no ser humano! 



quinta-feira, 28 de junho de 2012

O que você quer de verdade? :: Artigo publicado na revista Expressa Mais!


“...eu subi na árvore, que tinha uma base forte e muitos galhos novos, ainda frágeis, e mesmo que alguém dissesse – cuidado, vai quebrar... eu estava me equilibrando ali”.  Na árvore tem muitos galhos novos, como novas idéias dentro de mim - ouvi de quem relatou esse sonho.

Vivemos num mundo onde racionalidade, objetividade e utilidade se sobrepõem à subjetividade e ao sentido verdadeiro, como norte de nossos atos e decisões cotidianos. Mas será esse o melhor caminho para reconhecer o que se quer?

Desde que nascemos aprendemos a barganhar o amor e a aprovação dos que nos rodeiam em troca de comportamentos e atitudes esperados de nós. Nesse processo muitas vezes não aprendemos a escutar o que nós queremos de verdade. Então vamos vivendo na balança entre acatar e atacar os que nos dizem o que fazer.

Quando começamos a olhar para dentro e vamos conseguindo identificar a voz que fala no mais profundo do nosso peito, do nosso estômago, do nosso eu, um mundo de possibilidades abre-se para nós.

O exercício de escutar essa voz mais profunda que fala em nós, indicando a melhor direção a seguir a cada momento, exige Coragem.

Coragem de acreditar mais em nós e menos na opinião das outras pessoas. Coragem de seguir em direção ao que queremos de verdade, correndo risco de desagradar alguém que queremos muito bem, mas que nem por isso tem direito ou razão de definir como devemos conduzir nossa própria vida. Coragem de mudar.

E na medida em que nos equilibramos nesses galhos novos, nascidos da nossa voz mais verdadeira, a vida vai ficando mais leve, mais segura, mais feliz! E os que amamos passam a reconhecer em nós a beleza do saber o que se quer de verdade.


publicado na Revista Expressa Mais! de Abril/2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Eu, terapeuta


Depois de anos como cliente de psicoterapia, eu tinha muita consciência de mim, minhas características e desequilíbrios que causavam sofrimento à mim e às pessoas queridas ao meu redor, mas de fato, tinha conseguido fazer poucos progressos em termos de mudança de comportamento ou alívio do sofrimento.

A transformação que se processou em mim após início de novo processo terapêutico que aliou a psicoterapia com técnicas como Caixa de Areia, Florais de Bach e Relaxamento entre outras, foi determinante na definição do meu caminho como Terapeuta.

Decidi não retomar o 5º ano do curso de Psicologia e dedicar meu tempo ao estudo dos Florais de Bach, das bases da Psicologia Junguiana e do entendimento do ser humano numa visão holística. Afinal, ser psicóloga talvez não me desse a liberdade de trabalhar em consonância com o que acredito: é a combinação de técnicas terapêuticas que trabalham diretamente no restabelecer do livre fluxo energético ao trabalho de psicoterapia, que traz avanços profundos no processo de autoconhecimento e equilíbrio do ser para uma vida mais integrada e feliz.

sábado, 20 de agosto de 2011

Quem sou eu? :: Artigo publicado na Revista Expressa Mais

“Quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles.”
Clarice Lispector


Inspirei-me na maravilhosa Clarice Lispector para refletir aqui sobre questões que muitas pessoas perguntam: Para que fazer terapia? Quando sei que é legal fazer terapia?

Ora, se para saber quem eu sou, eu preciso olhar além dos meus olhos, preciso saber o que seja olhar além dos meus olhos...

Se alguém pergunta quem é você, você responde rapidamente contando sua profissão, seu estado civil, seus defeitos e eventualmente alguma qualidade não é assim? Porque claro, todos tem uma imagem de si mesmo para contar.

Mas que imagem é essa? Construída ao longo da vida, sem dúvida, essa imagem é definida pelo que os olhos são capazes de ver. Mas que olhos? Essa imagem é um reflexo da visão das outras pessoas sobre mim e ou da minha própria visão?

Os olhos só vêem o que está consciente - o que está na cara - e a visão externa é um reflexo do espaço interno que visualizamos, portanto, só podemos ampliar nossa visão externa, ampliando nossa visão dos espaços internos.

Quero dizer, a visão que temos do mundo, das pessoas e de nós mesmos é uma tradução do que temos consciência e só podemos ampliar a consciência se conhecermos mais o que existe dentro de nós.

Terapia é o processo que leva cada um a conhecer melhor seus espaços internos, sonhos, desejos, fantasias, complexos, afetos, hábitos, heranças... essa montanha de sentimentos que foram sendo impressos em nós ao longo da vida.

É conversando, rindo, chorando, refletindo nossas histórias cotidianas, passadas, presentes e futuras, semanalmente no processo terapêutico, que cada um vai reconstruindo essa imagem de si mesmo. Esse tal de EU SOU...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Escolhas

"A vida é feita de escolhas." Essa é uma frase que parece óbvia à primeira vista, mas é mais frequente do que se imagina que em algum momento da vida surja a pergunta - como é que eu vim parar aqui? Que caminhos da vida me trouxeram a esse ponto?

Poucos se perguntam: quais foram minhas escolhas ao longo da vida que me trouxeram até aqui?

Mas quando começamos a olhar para nossa vida dessa maneira, fica muito mais rico o processo. Se colhemos os resultados, os aprendizados das experiências pelas quais passamos, através da reflexão, evitamos ter que passar pelas mesmas situações novamente, outra queixa bastante frequente.

O processo terapêutico ajuda nesse exercício de olhar para a própria vida e entender quem se é, quem se foi e quem se quer ser. Oportunidade de fazer novas escolhas, conscientemente.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Autoconhecimento e qualidade de vida

Foto de Paula Bulgarelli
Autoconhecer-se é um processo que vem da observação de si, comportamentos, reações, desejos, atitudes, sonhos, virtudes e não virtudes. A observação leva à consciência que nos permite começar a distinguir quem somos realmente e quão perto ou distante estamos de ser como gostaríamos de ser.

Porque vamos e convenhamos, todos temos um ser assim ou assado, que gostaríamos de ser, não é?

A grande mágica do processo terapêutico na busca por autoconhecimento, é que passamos a desmistificar esse eu que idealizamos. Em parte porque vamos nos aproximando desse eu à medida que vamos retirando nossas cascas e o jeito de ser que temos sido, para sermos nós mesmos. Em parte porque muito desse eu idealizado vai perdendo o encanto, o sentido e paramos de persegui-lo.

Esse eu idealizado tem muito do que nosso eu verdadeiro é e por isso admiramos, inconscientemente. Mas nesse eu idealizado tem também muita mente coletiva - aquela voz social que teima em dizer o que é certo e o que é errado na vida de todos. A separação entre uma parte e outra é processo terapêutico.

A casca é aquele eu que vai se formando sobre o eu mais verdadeiro e puro, à medida que interagimos com o mundo, desde que nascemos, numa barganha entre ser amado e ser feliz! O processo de retirada desses véus para enxergar o verdadeiro eu leva a uma atitude mais amorosa consigo e com o mundo.

Reconhecer quem somos nos permite atuar no mundo de uma forma mais leve e mais verdadeira, tomar decisões que tragam mais paz do que angústia, ter coragem para ser quem se é. Agimos mais em direção da nossa felicidade.

Felicidade. Acho que tá aí o grande significado de qualidade de vida!!

Sejamos felizes!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Por que fazer terapia? Com Florais...

Pelos mais diferentes motivos (ou sintomas) procuramos terapia: porque estamos "explodindo à toa", porque estamos tristonhos e desanimados apesar da vida estar aparentemente resolvida, porque estamos dormindo muito mal e ansiosos, mas nem sabemos explicar exatamente com o que estamos preocupados..

Na maioria das vezes começamos assim, querendo acreditar que esse seja o caminho para nos livrar do incômodo. Mas à medida que as sessões vão se sucedendo, vamos descobrindo um universo a nosso respeito e aqueles incômodos iniciais passam a ser apenas uma parte de todo o rico processo que se estabelece.

Aos poucos e sempre durante o processo terapêutico vamos nos sentindo mais leves, mais inteiros em nós mesmos, vamos aprendendo a nos livrar dos pensamentos prontos (não raro dos outros) e começamos a sentir nosso eu mais profundo a quem começamos dar mais ouvidos a guiar nossas escolhas e comportamentos.

No processo terapêutico com as essências florais, fazemos esse mesmo caminho, mas na minha opinião, de maneira mais suave e intensa ao mesmo tempo. O caminhar pela estrada da auto consciência através da terapia com florais é mais suave porque a vibração posisitiva das flores nos ajuda a harmonizar mais rapidamente os desequilíbrios que causam os incômodos e nos deixa mais livres e abertos para a tomada de consciência que garante a transformação verdadeira.

Por isso eu acredito na terapia como caminho. E acredito mais ainda junto com os florais.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Escolhendo os florais

O ideal de Dr. Bach é que cada um de nós possa fazer o seu próprio "Cura-te a ti mesmo" através dos florais e consiga viver em estado de harmonia e paz. É um método simples, que não tem contra-indicação. Pode ser tomado junto com qualquer tipo de medicação ou tratamento.

A bibliografia disponível é imensa e é um conhecimento fácil de ser adquirido. Mas a correria da vida que levamos e a distância que hoje guardamos da natureza e sua riqueza de fontes de cura, muitas vezes não nos estimula a estudar e experimentar por nós mesmos esse método natural e suave das flores.

Nesse momento, podemos recorrer a um terapeuta floral, alguém que estuda muito e pratica em si e no auxílio a outras pessoas, o tratamento com florais. Eu quando chego a um conjunto de florais para alguém, procuro sempre apresentar com clareza meu sentimento com relação a tudo que foi dito e conversado e o porquê de estar escolhendo determinados florais, que virtudes positivas aquelas flores estarão trazendo. Nunca esqueço de perguntar se faz sentido para a pessoa aquela escolha, porque a participação ativa do cliente é fundamental para o processo. Uma das minhas perguntas frequentes é "O que você quer que gotinhas mágicas tragam para você?". Você pode começar se perguntando isso.

Dr. Bach recomendou um número máximo de 6 florais em conjunto numa fórmula. Eu raramente coloco mais que 4 essências juntas, normalmente trabalho com 3 ou 4 essências, dependendo da dimensão das emoções que precisam ser equilibradas, se a terrena ou a transcendente. Mas isso é uma outra estória...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O que é Terapia Floral?

Ou terapia com florais é um caminho de autoconhecimento através do processo terapêutico combinado com a essência vibracional das flores. Dr. Bach foi pioneiro a descobrir que a vibração de algumas flores interagem positivamente com a energia sutil do ser humano, elevando sua vibração e harmonizando emoções e sentimentos.

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