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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Saudade... do que foi e do que poderia ter sido...

Ontem fiquei feliz porque o Caetano Veloso completou 70 anos, com cara e olhar de menino,  mas com um legado tão marcante e ao mesmo tempo tão doce... E com planos para o futuro e, esperamos todos, que sejam poesias tão lindas e que nos toquem profundamente...

Hoje vi que o Magro, do grupo MPB4 faleceu aos 68 anos, vitima de um câncer, fique muito triste...

E, por incrível que possa parecer, as duas notícias me trouxeram um sentimento de saudade, saudade do que já foi, saudade do tempo em que estávamos “sem lenço, sem documento” brigando por algo que acreditávamos, pela liberdade de expressão, pela igualdade dos direitos, pelo direito de amar quem quer que seja e, ao mesmo tempo, saudade da pessoa que fui e do que poderia ter sido... Saudade de ter pela frente a ilusão de que tinha a capacidade de mudar o mundo... como é bom esse sentimento, por mais ambicioso e presunçoso que ele possa ser!

Com o passar dos tempos, me deparo com a questão de que não só não consegui, e não conseguirei jamais, mudar o mundo, como estou “pelejando” para mudar a mim mesma, como o Sisifo que todo dia rola a pedra montanha acima e vê a pedra rolando de volta...

Então me vem à mente uma das frases que gosto muito “você faz as suas escolhas e elas te fazem”... sim, estou tentando mudar algo que eu mesma escolhi! Será ??? Sim, é tudo muito embolado e interligado, o caminho e as escolhas que fiz durante a minha vida me trouxeram até esse ponto, mas agora está no momento de voltar simbolicamente em algumas encruzilhadas da vida e re-significar algumas escolhas e deixar para trás algumas “pedras” que carreguei ao longo dessa vida ... 

É aí que a saudade volta, você olha para tudo que carregou ao longo dessa vida, separa o que vale a pena ficar, se despede do que não lhe cabe mais e, simplesmente, deixa rolar morro abaixo, sabendo que tudo foi importante para tornar a pessoa que você é hoje!

E neste ponto eu olho para o lado e percebo que não estou sozinha nessa tarefa, pois tem várias pessoas nesse mesmo exercício e, neste ponto, espero que cada um sinta a delícia de se saber único e ao mesmo igual a todos que o cercam...  

E assim é a vida, uma delícia de viver !!!

Essa postagem é uma deliciosa contribuição da minha amiga Lucia Navarro, psicoterapeuta junguiana e coach que atende em São Paulo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Quando mudam os ventos...

Tem momentos na vida que são marcados pela necessidade de se iniciar uma nova etapa. Mudança geral. Pode ser de cidade, de país, de profissão, de estado civil ou várias coisas juntas.

Vem um frio na barriga e por vezes uma vontade de ficar no quentinho conhecido. Difícil deixar algumas coisas para experimentar outras. Mas a nova etapa insiste em se fazer necessária, a cada dia com mais força.

O exercício é se entregar para o novo, se desvencilhar do passado, deixando a vida fluir em direção àquele novo. Observando o seu próprio sentir como guia.

Honeysuckle (Madresilva no Brasil) é o floral que nos ajuda nesses momentos porque traz a vibração "deixar o passado no passado e viver o presente". Na pérgola da entrada da minha casa nova eu plantei Madresilva (planta do tipo trepadeira de folhas delicadas e uma florzinha super perfumada!), quando na ocasião estava mudando não só de casa, mas de cidade e outras coisinhas mais...


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

De repente...

quase tudo na vida faz 20 anos... ou mais um pouquinho talvez... :)

Esta semana encontrei no parque, caminhando, um amigo de sala do colégio, nossa, nossa.... Fomos caminhando e conversando, conversando, conversando. Como é que se coloca mais de 20 anos em revista para contar como você chegou até aqui?

Histórias se entrelaçando em comentários engraçados e parêntesis infinitos quase.. delícia! E ao contar todas as idas e vindas, estradas, ruas e atalhos percorridos, uma sensação me invade, forte: que feliz eu fui nas escolhas ao longo da minha vida, nenhuma feita diferente teria me trazido até quem eu sou hoje.

E se quem eu sou hoje às vezes me surpreende e outras ainda me contraria, com certeza me faz rir bem mais que  ontem, da vida, das pessoas, de mim mesma! Claro que tem muitas outras mudanças (às vezes até radicais!) que posso enxergar em mim. Conseguir viver o hoje com a confiança de que o rio corre sempre na melhor direção para  a realização de nossos propósitos mais caros, por exemplo, é uma grande transformação. 

Ser mãe, já não dar tanta importância a muitas coisas que antes incomodavam, respeitar o ritmo dos outros e o meu próprio, dentre tantos outros aspectos que não mudaram em mim, foram outros grandes aprendizados.

Que gostoso pensar em tudo isso assim meio de repente.



sábado, 30 de outubro de 2010

Mudar ou não mudar, eis a questão?

Walnut
Hoje uma amiga escreveu perguntando se sei qual é o segredo da resposta à sua dificuldade de tomar uma decisão de mudança de cidade, que há tempos ela tem vontade de fazer.

Refletindo, disse à ela que sinto que há 2 questões primordiais nessa questão: primeiro é necessário ter muita clareza do motivo que leva à vontade de mudança, porque, senão, seres humanos que somos, depois de algum tempo podemos nos esquecer da razão pela qual quisemos aquela mudança e estarmos novamente insatisfeitos onde estamos. E é bom lembrar que nos esquecemos facilmente das dificuldades e infelicidades, tão logo deixamos a situação de stress.

E a segunda questão, inspirada pela famosa frase do John Lennon “Estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo”, ou algo parecido, e que na verdade está intimamente ligada à primeira, porque se temos certeza dos motivos pelos quais estamos buscando uma mudança grande de vida/lugar etc. temos mais chance de não esconder atrás da mudança (seja de marido, casa, cidade, emprego etc...) uma insatisfação mais profunda de não sabermos quem somos, de onde viemos e para onde vamos.... sabe como é?

Por isso é preciso ter coragem. Coragem para mudar? Também. Mas a coragem maior, de fato, é para encarar à fundo quem se é e ser fiel às descobertas, mesmo que isso implique deixar de ser o que pensam que somos os que nos rodeiam (e pensamos nós muitas vezes) e agir de acordo com esse novo ser que descobrimos ser.

A partir daí, mudar de casa, de cidade, de emprego, de amigos ou de qualquer coisa na vida, passa a ser consequência natural do processo. Coragem amiga!

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