O filme O Físico, adaptação do livro de Noah Gordon que eu já tinha lido há muito tempo, me tocou neste ponto. O que nos move?
O filme, que se passa por volta dos anos 1020, conta a história de um órfão Inglês que foi movido pelo amor ao conhecimento e à cura. Percorreu o mundo para buscar esse conhecimento com o Mestre conhecido Ibn Sina, na Pérsia! Vale a pena a leitura ou o filme!
Mas o que me deixou pensando foi essa tal força da vontade que nos move a todos, ou não, todos os dias. Porque fazemos o que fazemos e no momento em que fazemos? Conhecer-se é reconhecer as forças psíquicas que atuam em nós, de onde vem nossos desejos.
Como reconhecer os desejos que são do ego? Aqueles que tenho todos os dias, movidos pelo meu desejo de ser reconhecido, amado, acalentado nas minhas feridas, aqueles desejos que aplacam o medo, a insegurança…
E como reconhecer aqueles desejos mais profundos, que me levam em direção a quem eu sou de verdade, ainda que demandem muitos sacrifícios e ou obstáculos a serem vencidos, mas que no final deixam aquele gosto de certeza de ter feito a escolha mais certa?
Conhecendo-se. Observando-se. Ligando os pontos que me trouxeram a ser quem sou hoje.
A partir daí, experimentando nas minhas decisões diárias essa observação de mim mesmo, começo a identificar a diferença entre eles. O primeiro parece deixar uma sensação de vitória que se esvai rapidamente conforme aparece o mais novo desejo. O segundo, ao contrário, parece deixar uma sensação de paz e segurança do caminho tomado, é duradouro, pacífico.
Já parou para pensar no que tem te movido?
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Saudade... do que foi e do que poderia ter sido...
Ontem fiquei feliz porque o Caetano Veloso completou 70
anos, com cara e olhar de menino, mas
com um legado tão marcante e ao mesmo tempo tão doce... E com planos para o
futuro e, esperamos todos, que sejam poesias tão lindas e que nos toquem
profundamente...
Hoje vi que o Magro, do grupo MPB4 faleceu aos 68 anos,
vitima de um câncer, fique muito triste...
E, por incrível que possa parecer, as duas notícias me
trouxeram um sentimento de saudade, saudade do que já foi, saudade do tempo em
que estávamos “sem lenço, sem documento” brigando por algo que acreditávamos,
pela liberdade de expressão, pela igualdade dos direitos, pelo direito de amar
quem quer que seja e, ao mesmo tempo, saudade da pessoa que fui e do que
poderia ter sido... Saudade de ter pela frente a ilusão de que tinha a capacidade
de mudar o mundo... como é bom esse sentimento, por mais ambicioso e presunçoso
que ele possa ser!
Com o passar dos tempos, me deparo com a questão de que não
só não consegui, e não conseguirei jamais, mudar o mundo, como estou “pelejando”
para mudar a mim mesma, como o Sisifo que todo dia rola a pedra montanha acima
e vê a pedra rolando de volta...
Então me vem à mente uma das frases que gosto
muito “você faz as suas escolhas e elas te fazem”... sim, estou tentando mudar
algo que eu mesma escolhi! Será ??? Sim, é tudo muito embolado e interligado,
o caminho e as escolhas que fiz durante a minha vida me trouxeram até esse
ponto, mas agora está no momento de voltar simbolicamente em algumas
encruzilhadas da vida e re-significar algumas escolhas e deixar para trás
algumas “pedras” que carreguei ao longo dessa vida ...
É aí que a saudade
volta, você olha para tudo que carregou ao longo dessa vida, separa o que vale
a pena ficar, se despede do que não lhe cabe mais e, simplesmente, deixa rolar
morro abaixo, sabendo que tudo foi importante para tornar a pessoa que você é
hoje!
E neste ponto eu olho para o lado e percebo que não estou
sozinha nessa tarefa, pois tem várias pessoas nesse mesmo exercício e, neste
ponto, espero que cada um sinta a delícia de se saber único e ao mesmo igual a
todos que o cercam...
E assim é a vida,
uma delícia de viver !!!
Essa postagem é uma deliciosa contribuição da minha amiga Lucia Navarro, psicoterapeuta junguiana e coach que atende em São Paulo.
Essa postagem é uma deliciosa contribuição da minha amiga Lucia Navarro, psicoterapeuta junguiana e coach que atende em São Paulo.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Escolhas
"A vida é feita de escolhas." Essa é uma frase que parece óbvia à primeira vista, mas é mais frequente do que se imagina que em algum momento da vida surja a pergunta - como é que eu vim parar aqui? Que caminhos da vida me trouxeram a esse ponto?
Poucos se perguntam: quais foram minhas escolhas ao longo da vida que me trouxeram até aqui?
Mas quando começamos a olhar para nossa vida dessa maneira, fica muito mais rico o processo. Se colhemos os resultados, os aprendizados das experiências pelas quais passamos, através da reflexão, evitamos ter que passar pelas mesmas situações novamente, outra queixa bastante frequente.
O processo terapêutico ajuda nesse exercício de olhar para a própria vida e entender quem se é, quem se foi e quem se quer ser. Oportunidade de fazer novas escolhas, conscientemente.
Poucos se perguntam: quais foram minhas escolhas ao longo da vida que me trouxeram até aqui?
Mas quando começamos a olhar para nossa vida dessa maneira, fica muito mais rico o processo. Se colhemos os resultados, os aprendizados das experiências pelas quais passamos, através da reflexão, evitamos ter que passar pelas mesmas situações novamente, outra queixa bastante frequente.
O processo terapêutico ajuda nesse exercício de olhar para a própria vida e entender quem se é, quem se foi e quem se quer ser. Oportunidade de fazer novas escolhas, conscientemente.
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