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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Sofrendo por medo de sofrer...

Invariavelmente acontece no consultório que ao analisarmos os medos daquele alguém na minha frente cheguemos a essa conclusão: o medo de sofrer por algo ou alguém nos mantém numa situação de sofrimento igual ou maior que o sofrimento do qual temos medo. Então eu brinco... ah então quer dizer que por medo de sofrer já vamos logo sofrendo que assim fica mais fácil?

Por exemplo, muitas vezes ficamos em relações onde não nos sentimos preenchidas, não nos sentimos ouvidas ou cuidadas por medo de ficarmos sozinhas. Ora, se estamos numa relação onde não nos sentimos preenchidas, não nos sentimos ouvidas e cuidadas, não estamos sozinhas nessa relação? Então, por medo de ficar sozinha, já vamos logo treinando a ficar sozinha, mesmo estando numa relação a dois??

Outro exemplo, quantas vezes fazemos de tudo para agradar a alguém - nossos pais, mães, maridos, namorados ou filhos - por medo de não sermos amadas?? Nunca dizer não, sempre aceitar o que vem do outro mesmo que aquilo não nos satisfaça e por vezes até inventarmos desculpas para justificar uma atitude do outro que no fundo não nos cai nada bem?

Mas se fazemos de tudo para agradar a alguém nos esquecendo de nós, das nossas necessidades e limites, a mensagem que estamos mandando para nosso eu mais profundo é: não sou amada pelo que sou e sinto, não valho a pena ser amada. 

Então, por medo de não sermos amadas já vamos logo nos deixando saber quanto não somos amadas. E sofremos...

Deu pra pegar a lógica da coisa? Vale a pena refletir, qual seu medo? Qual o sofrimento que virá caso aquilo que mais tememos aconteça? Será que já não estamos sofrendo exatamente por essa mesma razão??

domingo, 22 de janeiro de 2012

Medo de que?

Tem medo que vem de mansinho, tem medo que vem aos galopes. Tem medo que acorda de noite. Tem medo que vem de fora, tem medo que vem de dentro. Tem medo de voltar, tem medo de ficar. Tem medo de não se encaixar e tem medo de pactuar. Tão diferentes quantos diferentes somos.

O que de comum nas diferenças?

Medo contrário da Coragem. Coragem de ser. Coragem de deixar ser. Coragem de aceitar quem se é. Coragem de confiar na vida que se descortina ao caminhar. Coragem de reconhecer que cada pequenina parte desse caminho foi essencial na construção de quem se é hoje, ontem e sempre. Agradecer.

Nascer implica coragem. Fé de entregar-se à vida sem qualquer controle do que virá pela frente. Porque viver seria diferente? Porque em alguns momentos ao longo da caminhada nasce a necessidade de controlar o que vem depois do agora?

Reconhecer-se nas escolhas da vida ajuda a relaxar e confiar que o que virá em seguida não poderá ser em nada tão diferente daquilo que viemos escolhendo, sendo, vivendo. São todos frutos do caminhar.




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