Autoestima = sentimento de carinho, afeto ou de admiração em relação a si próprio
Cotidianamente trabalho essa questão no consultório. Ao longo da vida, somos tão acostumados a agradar ao outro como forma de conseguir amor e reconhecimento, que vamos deixando de saber como agradar a nós mesmos. E quando não sabemos como nos preenchermos e nos darmos prazer, amor e reconhecimento, vamos seguindo cada vez mais dependentes do amor e reconhecimento alheio.
É um círculo vicioso que precisamos aprender a reverter. Quanto mais nos esforçamos para buscar nosso preenchimento através do amor, presença e consideração do outro ao nosso redor, mais estamos passando uma mensagem para nosso EU mais verdadeiro: "você não vale nada, o outro é mais importante que você". Ora, se eu não dou valor ao que meu EU mais profundo quer/diz/é, quem dará valor??
Com isso, nosso EU vai se sentindo cada vez mais inseguro e não suficiente e portanto, vai se esforçando cada vez mais para ser o que não é, entendendo que é o que precisa ser feito para agradar ao outro e assim obter amor, atenção, reconhecimento....
Como virar o jogo? Aprendendo o que me nutre, o que me dá prazer, o que me dá aquele sentimento gostoso de "yes", consegui, eu posso, fui lá e fiz! Que me faz olhar no espelho e sentir admiração, carinho, respeito, estima por mim mesmo!
Mas como saber o que me nutre? Experimentando. E sentindo. E aprendendo.
A voz interior - aquela vozinha que fala em cada um de nós, baixinho no início, quase um susurro... - sempre tem um sonho, uma dica, uma vontade, um pensamento, uma outra versão de nós mesmos imaginada, quase secreta... pois basta ter coragem de dar vazão a essa voz, aos poucos, em pequenos gestos, atitudes, movimentos que nos dê prazer, nos preencha de sensações, pensamentos e sentimentos agradáveis, "quentinhos" para o nosso coração...
Fazer uma aula de pintura? dançar? experimentar uma receita nova? aprender um novo assunto por exemplo? fazer algum curso? meditar? comer mais frutas? caminhar mais? anotar seus sonhos e aprender com eles? uma tatuagem nova? realizar um projeto novo? renovar seu quarto? fazer uma exfoliação (com aveia é ótima!)/hidatação? costurar? começar yoga?
O que te dá prazer?
Pequenos gestos de carinho e nutrição consigo é que vão reverter a direção da energia e fazer girar o círculo, não mais vicioso, dependente e carente... mas virtuoso, energético, alegre, amoroso para si e para o outro... que é o que de mais lindo acontece quando estamos preenchidos, acarinhados, felizes... damos mais para o mundo!
Alguém aí já viu uma pessoa feliz maltratar alguém? Sabe aquele dia que acordamos diferentes, alegrinhos e preenchidos de amor?? Não é que damos um sorriso fácil para aqueles que encontramos e seguimos nosso dia espalhando amor e harmonia?
Por isso, aprender o que nos nutre, nos deixa feliz de verdade é tão fundamental para a nossa vida como para a vida de todos ao nosso redor... A cada gesto de carinho e atenção conosco, nosso EU se fortalece, se expande e se encoraja.
E assim, conforme vamos andando pela vida com a autoestima em dia, mais atenção, carinho e reconhecimento damos e recebemos! :)
Já se nutriu hoje?
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domingo, 24 de julho de 2016
Autoestima: você sabe o que te nutre?
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
O que você quer de verdade? :: Artigo publicado na revista Expressa Mais!
“...eu subi na árvore, que tinha uma
base forte e muitos galhos novos, ainda frágeis, e mesmo que alguém dissesse – cuidado,
vai quebrar... eu estava me equilibrando ali”. Na árvore tem
muitos galhos novos, como novas idéias dentro de mim - ouvi de quem relatou
esse sonho.
Vivemos num
mundo onde racionalidade, objetividade e utilidade se sobrepõem à subjetividade
e ao sentido verdadeiro, como norte de nossos atos e decisões cotidianos. Mas será
esse o melhor caminho para reconhecer o que se quer?
Desde que
nascemos aprendemos a barganhar o amor e a aprovação dos que nos rodeiam em
troca de comportamentos e atitudes esperados de nós. Nesse processo muitas
vezes não aprendemos a escutar o que nós queremos de verdade. Então vamos
vivendo na balança entre acatar e atacar os que nos dizem o que fazer.
Quando
começamos a olhar para dentro e vamos conseguindo identificar a voz que fala no
mais profundo do nosso peito, do nosso estômago, do nosso eu, um mundo de
possibilidades abre-se para nós.
O exercício
de escutar essa voz mais profunda que fala em nós, indicando a melhor direção a
seguir a cada momento, exige Coragem.
Coragem de
acreditar mais em nós e menos na opinião das outras pessoas. Coragem de seguir
em direção ao que queremos de verdade, correndo risco de desagradar alguém que
queremos muito bem, mas que nem por isso tem direito ou razão de definir como
devemos conduzir nossa própria vida. Coragem de mudar.
E na medida
em que nos equilibramos nesses galhos novos, nascidos da nossa voz mais
verdadeira, a vida vai ficando mais leve, mais segura, mais feliz! E os que
amamos passam a reconhecer em nós a beleza do saber o que se quer de verdade.
publicado na Revista Expressa Mais! de Abril/2012
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