Aproveitando a energia de Vênus, planeta que rege o feminino, os desejos, o sensorial... em Câncer, signo da casa, da Lua, da espaços e laços íntimos... tem dado muita vontade de falar sobre o cuidar.
Como me cuido? Como cuido do meu corpo, da minha casa, das minhas relações? Muitas vezes cuidamos mais do outro do que de nós mesmos. Controle? Necessidade de agradar? Ser amada?
Qual o tempo que tenho dedicado ao cuidar de mim mesma, do meu corpo, dos meus espaços de intimidade? "Ah nunca sobra tempo!", eu ouço com muita frequência.... Frase que eu mesma usei por muito tempo na minha vida.
Até que decidi, ou aprendi, que cuidar mais de mim era o básico necessário para que eu pudesse pretender cuidar de mais alguém. E os passos que dava no meu trabalho como terapeuta também me ajudaram nesse processo de decisão/aprendizado mais acelerado, porque era uma exigência diária estar cuidada para poder cuidar.
Fui paulatinamente fazendo uma série de mudanças na minha vida. Começar encontrando tempo no final de semana para uma esfoliação, uma hidratação, um escalda pés, já ajudava muito.
Há 2 anos mais ou menos comecei a alterar os horários do consultório para começar a atender não antes de 9:30 da manhã. Porque antes disso eu consigo fazer minha prática de yoga ou treino aeróbico, meditar, tomar banho tranquila, hidratar, ir na quitanda por exemplo, no dia que preciso pensar no almoço, comer alguma coisa e entrar então no meu trabalho de corpo e alma.
São muitas formas de cuidar de si mesma, e cada um vai encontrar aquele espaço de prazer, aquela prática que faz sentido, aquele horário que combina consigo. Outra coisa que mudei e não fico mais sem é frequentar a feira de orgânicos aos sábados. Tem muitos espaços em Ribeirão Preto (link aqui), onde moro e tenho certeza que na sua cidade também deve ter. Sinto que é uma forma muito carinhosa de cuidado comigo e com meu corpo quanto mais eu consigo comer orgânicos, de produtores locais, sem tanta comida industrializada, envenenada ou viajada. Ah, não uso mais microondas também, dei o meu de presente!
O cuidado com a casa também veio mudando bastante nesse período. Ainda tenho ajuda duas vezes por semana, mas cozinho muito mais, cuido das minhas plantas, e muitos dias eu arrumo camas e banheiros, cozinha, lavo louça sem pressa e com capricho. Aprendi a encarar esse tempo como oportunidade de treinar a concentração, foco e o esvaziar da mente enquanto isso. Outras vezes, enquanto cozinho ou lavo louça, coloco áudios que não tenho tempo de ouvir em outros momentos, para refletir sobre astrologia por exemplo, que eu adoro aprender!
Sinto que o cuidar-se e o amor próprio estão intimamente vinculados. De frente para trás e vice-versa. A consciência que colocamos em cada coisa, cada ato, cada fazer e não fazer é o que vai transformando tudo. Sem esforço. Apenas consciência.
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quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Cuidar
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terça-feira, 6 de junho de 2017
Sobre o Tantra Yoga da Caxemira na minha vida
Conheci essa linhagem do Tantra Yoga da Caxemira ano passado, na primeira vinda de Mariette Raina ao Brasil, quando participei de um workshop de 3 dias em Julho. Depois, fui ao segundo workshop dela no Brasil, em Novembro do ano passado por mais 3 dias e fiz uma primeira sessão individual. Foi tão incrível para mim a experiência - já vou contar mais.. - que no final do ano fui a Montreal, no Canadá, por 20 dias para me aprofundar nesse conhecimento, fazendo aulas com ela e me nutrindo em leituras, práticas e reflexões. Veja um breve relato sobre esse período aqui.
Preciso dizer que já tinha praticado yoga em diferentes momentos da vida e sempre gostei muito. Também preciso dizer que desde muito cedo na minha vida - cedo mesmo, tipo 5 ou 6 anos de idade - questões existenciais são uma questão para mim. E que desde meus 20 anos, mais ou menos, tenho uma busca intensa para mergulhar nessas questões, entender-me e à vida ao meu redor. Busquei escolas filosóficas, retiros, estudos, psicoterapia, leituras e diferentes linhas de pensamento e religião. Quando eu conto que tive um grupo de estudos da Bíblia, com 2 amigos queridos e muito estudiosos, uma católica apostólica romana, criada em Minas, sabe, aquela gente doce e rezadeira, e um amigo judeu, das pessoas mais cultas e inteligentes que conheci nessa vida, as pessoas acham engraçado. Mas sim, isso aconteceu! E foi lindo!!
Em suma, conto isso para que entendam um pouco da história que me levou ao encontro do Tantra Yoga da Caxemira, por sugestão de uma mestra querida que encontrei nessa vida, com quem estudei sobre o feminino e aprendi e aprendo muito, Maria Soledad.
A lentidão dos movimentos, realizados em estado meditativo e que trabalham no processo até o ásana e não focando nesse como o objetivo, diz muito sobre esse conhecimento. A observação de cada parte do corpo no processo de chegar ao ásana fala tanto de nós, nossas emoções, pontos de tensão e relaxamento...
A vida e tudo que acontece, como expressão da consciência, na visão não dualista do Tantra da Caxemira faz tanto sentido para mim. Sem certos ou errados, sem dogmas ou regras. Apenas a observação de si mesmo e da vida a cada momento. Levando a uma ampliação de consciência de si, do todo, de forma contínua, precisa, que penetra o corpo e a alma. Assim tem sido para mim.
Mariette está de volta ao Brasil daqui a pouco, com worskhops em São Paulo, Brasília, São Luis/MA, Itacaré/BA, São José do Rio Preto/SP e Chile. Vai ser incrível estar de novo imersa por alguns dias nessa vibração. Eu mais do que recomendo para quem busca sinceramente viver conscientemente.
Quem quiser saber mais pode me escrever analuferes@gmail.com ou acessar o link do evento num lugar de natureza bem próximo a São Paulo.
Preciso dizer que já tinha praticado yoga em diferentes momentos da vida e sempre gostei muito. Também preciso dizer que desde muito cedo na minha vida - cedo mesmo, tipo 5 ou 6 anos de idade - questões existenciais são uma questão para mim. E que desde meus 20 anos, mais ou menos, tenho uma busca intensa para mergulhar nessas questões, entender-me e à vida ao meu redor. Busquei escolas filosóficas, retiros, estudos, psicoterapia, leituras e diferentes linhas de pensamento e religião. Quando eu conto que tive um grupo de estudos da Bíblia, com 2 amigos queridos e muito estudiosos, uma católica apostólica romana, criada em Minas, sabe, aquela gente doce e rezadeira, e um amigo judeu, das pessoas mais cultas e inteligentes que conheci nessa vida, as pessoas acham engraçado. Mas sim, isso aconteceu! E foi lindo!!
Em suma, conto isso para que entendam um pouco da história que me levou ao encontro do Tantra Yoga da Caxemira, por sugestão de uma mestra querida que encontrei nessa vida, com quem estudei sobre o feminino e aprendi e aprendo muito, Maria Soledad.
A lentidão dos movimentos, realizados em estado meditativo e que trabalham no processo até o ásana e não focando nesse como o objetivo, diz muito sobre esse conhecimento. A observação de cada parte do corpo no processo de chegar ao ásana fala tanto de nós, nossas emoções, pontos de tensão e relaxamento...
A vida e tudo que acontece, como expressão da consciência, na visão não dualista do Tantra da Caxemira faz tanto sentido para mim. Sem certos ou errados, sem dogmas ou regras. Apenas a observação de si mesmo e da vida a cada momento. Levando a uma ampliação de consciência de si, do todo, de forma contínua, precisa, que penetra o corpo e a alma. Assim tem sido para mim.
Mariette está de volta ao Brasil daqui a pouco, com worskhops em São Paulo, Brasília, São Luis/MA, Itacaré/BA, São José do Rio Preto/SP e Chile. Vai ser incrível estar de novo imersa por alguns dias nessa vibração. Eu mais do que recomendo para quem busca sinceramente viver conscientemente.
Quem quiser saber mais pode me escrever analuferes@gmail.com ou acessar o link do evento num lugar de natureza bem próximo a São Paulo.
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sexta-feira, 7 de abril de 2017
Revisando o Quem sou eu?
Quem sou eu? Quantas vezes nos fazemos essa pergunta? Eu, particularmente, o tempo todo! :)
Perguntar-se Quem sou eu? é um aspecto fundamental da escolha de viver conscientemente. Mais nos perguntamos, mais temos escolhas, mais saímos do agir automático.
Neste mês de Abril temos um momento muito especial, de clima astrológico, com 5 planetas retrógrados no céu, para revisar esse Quem sou eu?
Planetas retrógrados são energias de revisão, reconexão interna, buscar dentro de si os valores, os quereres, os poderes, as estruturas necessárias, as ideias e sentimentos. Para então poder atualizar a nossa versão do Quem sou eu? e colocar esse EU no mundo, de novo, com nova roupagem.
Como temos uma natureza de resistência aos processos de mudança, muitos vivenciamos esses momentos de maior introspecção, de voltar-se para dentro e aquietar-se, com certa angústia. Como se sair um pouco do mundo lá fora, da energia solar, fosse amedrontador.
Mas se aprendermos a lidar com o fato de que inevitavelmente os ciclos da vida se sucedem e que sempre há o tempo de colher e de plantar; e que é no escuro que se germinam as sementes, podemos viver esse tempo com mais quietude e beleza. Tendo a certeza de que, quando vier o tempo da semente germinar, ela firme e forte, colocar-se-á de novo para fora, prometendo novos e doces frutos.
Perguntar-se Quem sou eu? é um aspecto fundamental da escolha de viver conscientemente. Mais nos perguntamos, mais temos escolhas, mais saímos do agir automático.
Neste mês de Abril temos um momento muito especial, de clima astrológico, com 5 planetas retrógrados no céu, para revisar esse Quem sou eu?
Planetas retrógrados são energias de revisão, reconexão interna, buscar dentro de si os valores, os quereres, os poderes, as estruturas necessárias, as ideias e sentimentos. Para então poder atualizar a nossa versão do Quem sou eu? e colocar esse EU no mundo, de novo, com nova roupagem.
Como temos uma natureza de resistência aos processos de mudança, muitos vivenciamos esses momentos de maior introspecção, de voltar-se para dentro e aquietar-se, com certa angústia. Como se sair um pouco do mundo lá fora, da energia solar, fosse amedrontador.
Mas se aprendermos a lidar com o fato de que inevitavelmente os ciclos da vida se sucedem e que sempre há o tempo de colher e de plantar; e que é no escuro que se germinam as sementes, podemos viver esse tempo com mais quietude e beleza. Tendo a certeza de que, quando vier o tempo da semente germinar, ela firme e forte, colocar-se-á de novo para fora, prometendo novos e doces frutos.
sábado, 7 de janeiro de 2017
Sobre o caderno de sonhos
Uma das primeiras coisas que digo para alguém que começa um processo terapêutico comigo é: tenha um caderno de sonhos. Compre um novo caderno, desenhe uma capa linda para ele se quiser, mas tenha um, novo, com esse objetivo: ser o seu caderno de sonhos. Deixe-o na cabeceira da sua cama e anote nele os seus sonhos. Quais? Aqueles que se sonha dormindo e aqueles que se sonha acordado.
"Ah mas eu não sonho!", muitas vezes é a resposta que eu ouço. Sim, você sonha todas as noites. Pode ser que você não se lembre, mas você sonha. E à medida que estimular o seu cérebro, tendo seu caderno, você vai começar a lembrar mais e mais. O sonho, para Jung, é uma mensagem do nosso eu mais verdadeiro - o SELF - para o nosso eu consciente - o EGO.
Quando as escolhas que fazemos com nosso Ego, no nosso dia-a-dia, estão mais alinhadas com os desígnios de nossa Alma - nosso eu mais verdadeiro e profundo - mais em equilíbrio e saudáveis estamos, nos ensinou Dr. Bach.
Ou seja, nossos sonhos são a chave para uma vida mais saudável, mais inteira, mais alinhada com o que de fato nossa Alma veio aqui realizar. Ora, se estamos aqui para aprender as lições que escolhemos, nada melhor que nos utilizarmos de todas as estratégias ao nosso alcance para vivenciá-las com consciência, não?
No início pode ser que você não se lembre de nenhum sonho mesmo, mas comece anotando como se sente ao acordar, por exemplo. Aos poucos, mais e mais sinais virão. O caderno é um grande apoio ao processo de autoconhecimento porque nele podemos anotar nossas ideias, reflexões, sentimentos, pensamentos, insights... e assim nos conhecermos melhor a cada dia...
Eu tenho cadernos desde os 15 ou 16 anos mais ou menos... Tenho uma caixa grande com todos eles guardados. Alguns duraram por mais de 1 ano, outros menos de 1 mês, por exemplo, de tão intenso que foi o período de observação e reflexão sobre mim mesma. Virou, mexeu, eu pego algum caderno para ler, buscar alguma informação a meu respeito, relembrar algum sonho recorrente, por exemplo. Nossa, eu adoro! E como faz toda diferença no meu processo de tomar consciência de mim!
Por isso eu recomendo demais. Tenha o seu caderno de sonhos e reflexões! Esse é o meu novo, que estou começando agora. Comprei aqui em Montreal porque o que eu trouxe já acabou... :)
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Escolhas
"A vida é feita de escolhas." Essa é uma frase que parece óbvia à primeira vista, mas é mais frequente do que se imagina que em algum momento da vida surja a pergunta - como é que eu vim parar aqui? Que caminhos da vida me trouxeram a esse ponto?
Poucos se perguntam: quais foram minhas escolhas ao longo da vida que me trouxeram até aqui?
Mas quando começamos a olhar para nossa vida dessa maneira, fica muito mais rico o processo. Se colhemos os resultados, os aprendizados das experiências pelas quais passamos, através da reflexão, evitamos ter que passar pelas mesmas situações novamente, outra queixa bastante frequente.
O processo terapêutico ajuda nesse exercício de olhar para a própria vida e entender quem se é, quem se foi e quem se quer ser. Oportunidade de fazer novas escolhas, conscientemente.
Poucos se perguntam: quais foram minhas escolhas ao longo da vida que me trouxeram até aqui?
Mas quando começamos a olhar para nossa vida dessa maneira, fica muito mais rico o processo. Se colhemos os resultados, os aprendizados das experiências pelas quais passamos, através da reflexão, evitamos ter que passar pelas mesmas situações novamente, outra queixa bastante frequente.
O processo terapêutico ajuda nesse exercício de olhar para a própria vida e entender quem se é, quem se foi e quem se quer ser. Oportunidade de fazer novas escolhas, conscientemente.
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