Ontem no encontro mensal do Círculo de Mulheres conversamos sobre os nossos processos de transformação: como acontecem, o que causam, as dores e delícias... e foi tão lindo e inspirador que resolvi compartilhar um pouco aqui....
Transformar-se é morrer para aquela que eu fui para renascer outra, diferente, mais alinhada com aquela que desejo ser e, portanto, mais feliz! :)
Quando vem a vontade de mudar, ser diferente, precisamos deixar situações, hábitos, pessoas talvez, e outras coisinhas para trás. Mas esse processo na maioria das vezes não é nada fácil.
Primeiro, com certeza vamos ter que enfrentar o processo de "rejeição" das pessoas ao nosso redor, que logo nos carimbam e dizem "nossa, mas como você não vai beber hoje!? Logo você?" ou então "ai ai ai, você sempre foi tão legal, agora está uma chata, fala não pra tudo!" ou ainda "você sempre gostou disso porque agora não gosta mais?".... e por ai vai...
Essa "rejeição" é uma forma das pessoas tentarem fazer com que você fique onde estava pois esse é um terreno conhecido para elas e a dinâmica nos círculos de amigos, família, trabalho.... é como um jogo de xadrez, uma peça muda, tudo muda no jogo... e é disso que as pessoas têm medo - das mudanças - e daí resistem à transformação de qualquer pessoa ao redor.
Mas se você resistir bravamente, elas recuam, desistem e te aceitam do novo jeito. Aliás, aceitam não, gostam até mais de você na verdade. Pode acreditar! Todas no Círculo ontem viveram a mesma experiência nos seus processos de transformação. E as pessoas que de fato rejeitarem a mudança, e saírem da sua vida por isso, você vai perceber que nem fazem falta, na verdade... :)
Outra questão importante nesse tal processo de transformação é o apego, fruto do medo e da necessidade de segurança que carregamos, e que torna esse processo mais dolorido, extenso e penoso do que seria necessário.
Eu sempre digo 'o medo não é um bom companheiro'. Então, sempre que se pegar sentindo medo, reflita a fundo, encare o medo detalhadamente na sua cabeça, percorra com todos os detalhes se perguntando qual é o medo? E depois da primeira resposta, se pergunte de novo qual é o medo? E depois da segunda e da terceira... Nesse processo você vai descortinando verdades que aparecem prontas na sua cabeça, crenças, falas da cultura, da família, da história vivida até aqui... e quase sempre vai perceber que esse medo não é seu de fato, não é real... é apenas algo instalado dentro de você!
Auto-observação e coragem. É só o que precisa.
E nesse processo de se transformar vamos tomando gosto pela "brincadeira" e a vida fica muito mais gostosa, significativa, intensa, verdadeira... Não custa nos lembrarmos que a lagarta não sabe que vai virar uma borboleta; para ela, o processo de transformação é a morte! Mas que sem graça seria se pelo medo da dor e da intensidade das nossas 'pequenas mortes' deixássemos de nos transformar na melhor versão 'borboleta' de nós mesmas, não?
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Sobre os processos de transformação
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sábado, 12 de março de 2016
Círculo de Mulheres - você já tem um?
Eu fui a primeira neta depois de 7 netos homens dos dois lados da família, do meu pai italiana/libanesa, e da minha mãe, italiana/brasileira. O nascimento da primeira menina foi um acontecimento e tanto.... mas vou pular a parte da história que diz que minha avó fez novena porque diziam "essa menina não vai vingar!".. depois que eu nasci e não mamava de jeito nenhum...
Mas cá estou eu, então, tudo funcionou afinal.
Como podem imaginar com esse início de história, cresci num ambiente mais masculino que feminino. E minha madrinha e tia mais "mulherzinha" e libanesa da família morreu aos 30 e poucos anos, então não pude aprender com ela tudo que gostaria de ter aprendido.
Em algum momento da minha vida entrei mais profundamente nessa questão do feminino em mim e no mundo, depois de um insight importante no processo terapêutico ao longo do término do meu casamento. Fui estudar, me conectar com mulheres, entender melhor que história é essa de Círculos de Mulheres.
O fato que é que cada vez menos - e já há muito tempo - as mulheres tem tido espaço e tempo para nutrirem-se umas às outras como sempre fizeram ao longo de milhares de anos de história da humanidade. E com isso, perderam uma fonte de alimento e trocas que muito as ajudava na tarefa de nutrir o mundo ao seu redor.
Os Círculos de Mulheres devolvem esse espaço e tempo para que as mulheres tenham uma convivência e troca generosa, compreensiva, nutridora. A troca das nossas próprias histórias, intermediadas por conhecimentos ancestrais e contemporâneos, nos levam a um novo patamar de entendimento e vivência do nosso feminino.
Para mim, participar de diferentes Círculos de Mulheres, ao longo dos últimos anos mudou completamente a maneira como eu me enxergo, me trato, me visto até! De nenhuma outra maneira poderia ter aprendido tanto.
Você já está em um Círculo de Mulheres?
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quarta-feira, 8 de julho de 2015
Porque estar entre mulheres?
Porque aos poucos ao longo dos séculos da história as mulheres foram tendo cada vez menos espaços para si, entre si, num ambiente de trocas, harmonia e união.E nós mulheres nos beneficiamos muito desse convívio não competitivo para aprender juntas, dançar juntas, estar juntas!
Círculos de mulheres com os mais diferentes objetivos se espalham pelo mundo e tem sido um trabalho muito, muito frutífero. Espaços para aprendermos umas com as outras, umas das outras, umas pelas outras, umas através das outras...
"Até que você esteja comprometido, há hesitação e possibilidade de voltar atrás, sempre há ineficácia com respeito a todas as iniciativas (e criação). No momento em que há compromisso decisivo, a Providência também se movimenta. Um turbilhão de acontecimentos é desencadeado pela decisão. Seja o que for que você possa fazer ou sonhar que pode, comece. A ousadia contém em si genialidade, poder e magia. Comece agora."
W.H.Murray, The Scottish Himalayan Expedition (atribuído a Goethe)
Diferentes atividades são desenvolvidas em grupo com mulheres. Para saber mais e participar, me manda um email analuferes@gmail.com e conversamos!
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