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sábado, 26 de agosto de 2017

O movimento do céu neste final de semana

Ontem 25/08, Saturno finalizou seu período de retrogradação em Sagitário, onde fica direto até 19/12, quando entra em Capricórnio, sua casa. Saturno é aquele professor exigente, que promove nossas mais difíceis tarefas e experiências, pois seu objetivo é nosso crescimento, amadurecimento e que possamos nos comprometer com nossos propósitos mais caros. Nos próximos 5 meses veremos muitos acontecimentos que mostram se as lições que ele está tentando nos ensinar desde o final de 2014 foram aprendidas. Veremos muitos resultados na área Sagitário do nosso mapa. 

E amanhã, no seu primeiro grande encontro desse período final em Sagitário, Saturno faz um trino com Júpiter que está quase indo embora de Libra e vêm, há quase 1 ano, nos dizendo que nosso crescimento se dará a partir das relações. Ou seja, energia de amadurecimento e responsabilidade sobre com quem e como estamos nos relacionando. Está trazendo harmonia, crescimento e aprendizado??

Hoje é o dia em que Mercúrio, o planeta da comunicação, como pensamos, nossas crenças e ideias, se encontra com o Sol, no ponto médio da sua retrogradação, que começou em 12/08 e vai até 05/09. Mercúrio está retrogradando de Virgem a Leão, e hoje se encontra com o Sol em Virgem, para chegar em Leão em 31/08, quando estará no grau matemático do Eclipse total de Sol que aconteceu no karmático 29º de Leão e que mexeu muito com todos. Nesse dia, os assuntos que vieram à tona com o Eclipse deverão ser novamente ativados.

E quando Mercúrio tem esse encontro com o Sol, na metade exata do seu período de retrogradação, normalmente ele nos traz alguma dica, informação ou encontro que nos ajuda a entender de que se trata esse chamado de Mercúrio retrógrado. Porque a função de Mercúrio retrógrado é nos forçar a uma interiorização maior que nos permita aprofundar no autoconhecimento e seguir. Para cada um vai se tratar de um assunto diferente, de acordo com as casas ocupadas por Virgem e Leão no Mapa Natal.

Hoje também, Vênus, o planeta do desejo, da beleza e dos prazeres entrou em Leão, para ficar pelos próximos 28 dias. Pedindo que nosso brilho se destaque no meio da multidão. Pedindo que nossos desejos estejam alinhados com nossas ações e com aquilo que está mais próximo ao nosso coração.

Resumindo, o Céu deste final de semana está intenso e fazendo vários movimentos. Sabe aquela frase "assim na Terra como no Céu"? Pois é. Eu acredito que quando aprendemos a fluir com o movimento do Céu ao invés de impor nossos desejos e vontades do Ego, a vida fica tão mais leve e bela!!! Por isso gosto de observar o Céu como observo a mim, diariamente. Cuidadosamente, atentamente, sensivelmente, delicadamente… 

Anotem as datas e observem! 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Clima astrológico do momento

Agosto mês dos ventos e dos "cachorros loucos". Agosto de 2017 e o clima astrológico no céu tá que tá. Muito vento. Estamos em plena temporada de Eclipses. Tivemos um de Lua em Aquário dia 07/08 e teremos um de Sol, total, em Leão, na segunda-feira dia 21/08.

Eclipses acontecem 2 x por ano, sempre em pares, em signos opostos na mandala astrológica. E são momentos em que determinado ponto do nosso mapa está carregadíssimo de energia pela presença dos Nodos Lunares e normalmente outros planetas juntos.

Neste momento temos 5 planetas retrogradando - com energia de re-visão, re-avaliação, re-visita de situações, projetos, pessoas... Temos Saturno, o planeta da responsabilidade e amadurecimento, cuja vivência mais forte temos entre 28 e 30 anos, mais ou menos, retrógrado no signo mais expansivo do Zodíaco, Sagitário. Expandir com pé no chão. Temos Plutão, o mais escorpiano dos planetas, que pede transformações profundas, no signo das estruturas, trabalho, Capricórnio. Netuno está retrogradando em Peixes, sua casa; energia dupla para que os sonhos ou ilusões saiam à luz. Urano, o planeta regente de Aquário (Eclipse de 07/08) retrograda em Áries, pedindo revoluções e inovações em como pensamos, como nos colocamos no mundo. E por fim Mercúrio, planeta das crenças, pensamentos, estudos, comunicações, retrogradando de Virgem a Leão, onde teremos o Eclipse de 21/08. Dos detalhes e cuidados virginianos para a coragem leonina. Coragem = agir com o coração.

O da próxima segunda-feira, será um Eclipse total de Sol em Leão com energia parecida ao que aconteceu em 1999. Leão é aquela área do mapa onde queremos brilhar. Coletivamente, estamos super influenciados por essa energia de brilhar, fazer com o coração, aquilo que me ilumina de prazer, entrega, significado. 

Momento importantíssimo para prestarmos atenção nos nossos sonhos, insights, encontros e desencontros. Conhecer a si mesmo é reconhecer, através das diferentes linguagens simbólicas que nos permitem ler, o escondido em nós. 


terça-feira, 6 de junho de 2017

Sobre o Tantra Yoga da Caxemira na minha vida

Conheci essa linhagem do Tantra Yoga da Caxemira ano passado, na primeira vinda de Mariette Raina ao Brasil, quando participei de um workshop de 3 dias em Julho. Depois, fui ao segundo workshop dela no Brasil, em Novembro do ano passado por mais 3 dias e fiz uma primeira sessão individual. Foi tão incrível para mim a experiência - já vou contar mais.. - que no final do ano fui a Montreal, no Canadá, por 20 dias para me aprofundar nesse conhecimento, fazendo aulas com ela e me nutrindo em leituras, práticas e reflexões. Veja um breve relato sobre esse período aqui.

Preciso dizer que já tinha praticado yoga em diferentes momentos da vida e sempre gostei muito. Também preciso dizer que desde muito cedo na minha vida - cedo mesmo, tipo 5 ou 6 anos de idade - questões existenciais são uma questão para mim. E que desde meus 20 anos, mais ou menos, tenho uma busca intensa para mergulhar nessas questões, entender-me e à vida ao meu redor. Busquei escolas filosóficas, retiros, estudos, psicoterapia, leituras e diferentes linhas de pensamento e religião. Quando eu conto que tive um grupo de estudos da Bíblia, com 2 amigos queridos e muito estudiosos, uma católica apostólica romana, criada em Minas, sabe, aquela gente doce e rezadeira, e um amigo judeu, das pessoas mais cultas e inteligentes que conheci nessa vida, as pessoas acham engraçado. Mas sim, isso aconteceu! E foi lindo!!

Em suma, conto isso para que entendam um pouco da história que me levou ao encontro do Tantra Yoga da Caxemira, por sugestão de uma mestra querida que encontrei nessa vida, com quem estudei sobre o feminino e aprendi e aprendo muito, Maria Soledad.

A lentidão dos movimentos, realizados em estado meditativo e que trabalham no processo até o ásana e não focando nesse como o objetivo, diz muito sobre esse conhecimento. A observação de cada parte do corpo no processo de chegar ao ásana fala tanto de nós, nossas emoções, pontos de tensão e relaxamento...

A vida e tudo que acontece, como expressão da consciência, na visão não dualista do Tantra da Caxemira faz tanto sentido para mim. Sem certos ou errados, sem dogmas ou regras. Apenas a observação de si mesmo e da vida a cada momento. Levando a uma ampliação de consciência de si, do todo, de forma contínua, precisa, que penetra o corpo e a alma. Assim tem sido para mim.

Mariette está de volta ao Brasil daqui a pouco, com worskhops em São Paulo, Brasília, São Luis/MA, Itacaré/BA, São José do Rio Preto/SP e Chile. Vai ser incrível estar de novo imersa por alguns dias nessa vibração. Eu mais do que recomendo para quem busca sinceramente viver conscientemente.

Quem quiser saber mais pode me escrever analuferes@gmail.com ou acessar o link do evento num lugar de natureza bem próximo a São Paulo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sobre os processos de transformação

Ontem no encontro mensal do Círculo de Mulheres conversamos sobre os nossos processos de transformação: como acontecem, o que causam, as dores e delícias... e foi tão lindo e inspirador que resolvi compartilhar um pouco aqui....

Transformar-se é morrer para aquela que eu fui para renascer outra, diferente, mais alinhada com aquela que desejo ser e, portanto, mais feliz! :)

Quando vem a vontade de mudar, ser diferente, precisamos deixar situações, hábitos, pessoas talvez, e outras coisinhas para trás. Mas esse processo na maioria das vezes não é nada fácil. 

Primeiro, com certeza vamos ter que enfrentar o processo de "rejeição" das pessoas ao nosso redor, que logo nos carimbam e dizem "nossa, mas como você não vai beber hoje!? Logo você?" ou então "ai ai ai, você sempre foi tão legal, agora está uma chata, fala não pra tudo!" ou ainda "você sempre gostou disso porque agora não gosta mais?".... e por ai vai...

Essa "rejeição" é uma forma das pessoas tentarem fazer com que você fique onde estava pois esse é um terreno conhecido para elas e a dinâmica nos círculos de amigos, família, trabalho.... é como um jogo de xadrez, uma peça muda, tudo muda no jogo... e é disso que as pessoas têm medo - das mudanças - e daí resistem à transformação de qualquer pessoa ao redor.

Mas se você resistir bravamente, elas recuam, desistem e te aceitam do novo jeito. Aliás, aceitam não, gostam até mais de você na verdade. Pode acreditar! Todas no Círculo ontem viveram a mesma experiência nos seus processos de transformação. E as pessoas que de fato rejeitarem a mudança, e saírem da sua vida por isso, você vai perceber que nem fazem falta, na verdade... :)

Outra questão importante nesse tal processo de transformação é o apego, fruto do medo e da necessidade de segurança que carregamos, e que torna esse processo mais dolorido, extenso e penoso do que seria necessário. 

Eu sempre digo 'o medo não é um bom companheiro'. Então, sempre que se pegar sentindo medo, reflita a fundo, encare o medo detalhadamente na sua cabeça, percorra com todos os detalhes se perguntando qual é o medo? E depois da primeira resposta, se pergunte de novo qual é o medo? E depois da segunda e da terceira... Nesse processo você vai descortinando verdades que aparecem prontas na sua cabeça, crenças, falas da cultura, da família, da história vivida até aqui... e quase sempre vai perceber que esse medo não é seu de fato, não é real... é apenas algo instalado dentro de você!

Auto-observação e coragem. É só o que precisa. 

E nesse processo de se transformar vamos tomando gosto pela "brincadeira" e a vida fica muito mais gostosa, significativa, intensa, verdadeira... Não custa nos lembrarmos que a lagarta não sabe que vai virar uma borboleta; para ela, o processo de transformação é a morte! Mas que sem graça seria se pelo medo da dor e da intensidade das nossas 'pequenas mortes' deixássemos de nos transformar na melhor versão 'borboleta' de nós mesmas, não?


sábado, 7 de janeiro de 2017

Sobre o caderno de sonhos

Uma das primeiras coisas que digo para alguém que começa um processo terapêutico comigo é: tenha um caderno de sonhos. Compre um novo caderno, desenhe uma capa linda para ele se quiser, mas tenha um, novo, com esse objetivo: ser o seu caderno de sonhos. Deixe-o na cabeceira da sua cama e anote nele os seus sonhos. Quais? Aqueles que se sonha dormindo e aqueles que se sonha acordado.

"Ah mas eu não sonho!", muitas vezes é a resposta que eu ouço. Sim, você sonha todas as noites. Pode ser que você não se lembre, mas você sonha. E à medida que estimular o seu cérebro, tendo seu caderno, você vai começar a lembrar mais e mais. O sonho, para Jung, é uma mensagem do nosso eu mais verdadeiro - o SELF - para o nosso eu consciente - o EGO. 

Quando as escolhas que fazemos com nosso Ego, no nosso dia-a-dia, estão mais alinhadas com os desígnios de nossa Alma - nosso eu mais verdadeiro e profundo - mais em equilíbrio e saudáveis estamos, nos ensinou Dr. Bach.

Ou seja, nossos sonhos são a chave para uma vida mais saudável, mais inteira, mais alinhada com o que de fato nossa Alma veio aqui realizar. Ora, se estamos aqui para aprender as lições que escolhemos, nada melhor que nos utilizarmos de todas as estratégias ao nosso alcance para vivenciá-las com consciência, não?

No início pode ser que você não se lembre de nenhum sonho mesmo, mas comece anotando como se sente ao acordar, por exemplo. Aos poucos, mais e mais sinais virão. O caderno é um grande apoio ao processo de autoconhecimento porque nele podemos anotar nossas ideias, reflexões, sentimentos, pensamentos, insights... e assim nos conhecermos melhor a cada dia...

Eu tenho cadernos desde os 15 ou 16 anos mais ou menos... Tenho uma caixa grande com todos eles guardados. Alguns duraram por mais de 1 ano, outros menos de 1 mês, por exemplo, de tão intenso que foi o período de observação e reflexão sobre mim mesma. Virou, mexeu, eu pego algum caderno para ler, buscar alguma informação a meu respeito, relembrar algum sonho recorrente, por exemplo. Nossa, eu adoro! E como faz toda diferença no meu processo de tomar consciência de mim!

Por isso eu recomendo demais. Tenha o seu caderno de sonhos e reflexões! Esse é o meu novo, que estou começando agora. Comprei aqui em Montreal porque o que eu trouxe já acabou... :)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Férias para dentro de mim

Nesse final de ano, aproveitei o espaço enorme de tempo que as férias do meu filho com o pai deixam na minha vida, cotidianamente preenchida com as tarefas da vida de mãe que trabalha e cria filho sozinha na lida diária, para tirar férias para dentro de mim.

Eu já tinha aproveitado esses momentos, outras vezes, para fazer retiros de meditação e tal, mas esse está sendo muito diferente. Porque nos retiros a gente fica literalmente retirada das atividades cotidianas da vida, apenas seguindo a programação, tendo comida pronta e horários a serem cumpridos. Sempre foram muito bons pra mim também. Mas dessa vez a experiência está sendo tão forte e linda, que me deu vontade de dividir um pouquinho com vocês.

Nessas férias eu vim para Montreal, Canadá, por 18 dias, para me aprofundar na prática do tantra yoga da caxemira, estudar, estar comigo mesma. Aluguei um airbnb e cá estou, num frrrrrriiiiooooo, muita neve, vivendo dias muito, muito intensos, delicados e deliciosos, de auto-observação e experimentação de mim mesma.

Estou vivendo no tempo kairós*: não tenho compromisso nenhum com hora marcada com antecedência, de maneira que eu seja obrigada a cumprir, quer esteja com vontade ou não. Acordo quando os olhos abrem - teve dia que isso aconteceu as 4:30 da manhã e outros as 7:30 -, como quando tenho fome, como o que me dá vontade de cozinhar ou comprar no mercado delicioso que tem aqui ao lado, presto muita atenção no que como, quanto como, como me sinto depois.... se me dá vontade saio de casa, se não dá, passo o dia todo sem colocar os pés dentro da bota - isso significa fora de casa! :)

Durmo quando tenho sono, leio quando quero ler, pratico yoga e medito quando dá vontade, tenho tido tempo para escrever muitas reflexões no meu caderno, já quase terminei com o que eu iniciei dia 24/12, vindo para cá! ;). Leio na cama ao acordar ou antes de dormir, o quanto dá vontade, passo quanto tempo me der vontade olhando pela janela e me deliciando com a delicadeza da neve caindo, tantas vezes rindo sozinha ou deixando as lágrimas rolarem sem dó pela sensibilidade que me causa uma cena vista da janela ou um pensamento ou sentimento que me invadem de repente... não tenho pressa para absolutamente nada...

Se minha bota "morre" no meio do caminho, ok, chego em casa na ponta dos pés e no dia seguinte vou de tênis comprar uma nova - até fico feliz com o incidente, porque não gostava muito da bota que eu tinha, mas como eu já tinha, não ia comprar outra só por comprar... mas como uma parte da sola descolou... pronto, tinha que escolher uma nova e linda bota! :) Se uma dorzinha chatinha no joelho esquerdo - machucado numa aula de dança há quase 2 anos - insiste em voltar pela prática constante do yoga, simplesmente vou à loja natureba que fica a dois quarteirões e lá encontro a mesma pomada homeopática que uso no Brasil... homeopatia alemã... pronto, joelho cuidado...

E assim tem sido com absolutamente tudo, qualquer situação, fato, sentimento ou pensamento... Ter tempo para ampliar a consciência sobre mim mesma, minha vontade, meus sentimentos, sensações, impulsos, virtudes e pequenezes, tem me deixado um sentimento de gratidão tão tamanho, que mal consigo expressar.

Como a vida pode ser tão doce, tão bela, tão deliciosa assim, sem tempo, sem do's ou dont's, apenas na observação de si mesmo para encontrar a voz que fala no mais profundo... a voz da vontade... a motivação da alma... 

Sinto muito que no mundo que vivemos hoje em dia, não conseguimos seguir o ritmo da vida, assim, sendo vivida pela força da vontade que dá. E antes que pensem que não deu vontade de trabalhar, já digo que tenho trabalhado também e bastante até - algumas sessões estão acontecendo, num ritmo menor do que de todas as outras semanas do ano, mas estão; estou escrevendo muito, planejando 2017, preparando aulas, estudando muito (que no meu caso não deixa de ser trabalho) etc... Mas tudo no tempo da minha vontade. E com prazer, sempre! Porque afinal, só fiz porque deu vontade! :)

Desejo de coração que a partir daqui eu viva a minha vida mais e mais no tempo kairós. No tempo da vontade. Da consciência. Da harmonia. Da gratidão.

* Os gregos antigos tinhas duas palavras para o tempo: Chronos e Kairós. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico ou sequencial (o tempo que se mede, de natureza quantitativa), Kairós possui natureza qualitativa, o momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece: a experiência do momento oportuno



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Autoconhecimento... o que é isso afinal?


Quem sou eu? Quais as etiquetas com que me apresento? Sou psicoterapeuta, junguiana, tenho 47 anos, sou mãe de um menino de 12 anos, moro em Bonfim Paulista, etc. etc. etc. etc.... o que isso diz de fato a meu respeito?

Tem uma sabedoria japonesa que diz que cada um de nós tem 3 caras: uma com a qual nos relacionamos com o mundo social, uma com a qual nos relacionamos nas nossas relações mais íntimas, mais próximas e uma com a qual nos relacionamos conosco mesmos. Aquele eu que sou quando ninguém me vê, quando não penso em ninguém mais que eu mesmo e o meu desejo mais profundo e secreto.

Sabe aquela versão secreta de nós mesmos, aquele eu que mora dentro de nós e que só nós conhecemos? Todos sentimos isso de uma forma ou de outra. Não?

E se nos arriscássemos a colocar no mundo esse secreto eu? Como seria?

Já parou para pensar o que nos impede de colocar esse secreto eu que somos no mundo? Que louca sou de querer colocar no mundo aquilo que mais desejo e que me motiva? Ora, ora, ora...

Autoconhecimento é um processo contínuo de desvendar essas diferentes caras de mim. Todas as partes que me compõe, como se manifestam, o que desejam, para onde me levam. E nessa busca, pra mim, vale tudo! Terapia, astrologia, yoga, meditação, filosofia, religião, massagem, acupuntura, leitura, grupos, silêncio, natureza, relações, sonhos, análises, relatos, pensamento... Tudo aquilo que me ajuda a reconhecer ou me assegurar de alguma faceta de mim...

E assim, processualmente, arriscadamente, vamos aprendendo a manifestar de forma mais integrada esse eu que somos, indivisível em partes que nos reduzem a isso ou aquilo. 

Coragem é bem necessária sim, mas a alternativa é tão monótona, unilateral, sofrida, que vale a pena pelo menos tentar novas possibilidades de ser! Não?

Na minha vida o processo de autoconhecimento foi e é imperativo. Sempre me surpreendo com novos aspectos de mim que sequer tinha antes me dado conta... Certamente me torna uma pessoa mais tranquila, esperançosa, paciente, perseverante, compassiva, centrada e amorosa, sobretudo comigo mesma, onde tudo começa! 


domingo, 24 de julho de 2016

Autoestima: você sabe o que te nutre?

Autoestima = sentimento de carinho, afeto ou de admiração em relação a si próprio 

Cotidianamente trabalho essa questão no consultório. Ao longo da vida, somos tão acostumados a agradar ao outro como forma de conseguir amor e reconhecimento, que vamos deixando de saber como agradar a nós mesmos. E quando não sabemos como nos preenchermos e nos darmos prazer, amor e reconhecimento, vamos seguindo cada vez mais dependentes do amor e reconhecimento alheio.

É um círculo vicioso que precisamos aprender a reverter. Quanto mais nos esforçamos para buscar nosso preenchimento através do amor, presença e consideração do outro ao nosso redor, mais estamos passando uma mensagem para nosso EU mais verdadeiro: "você não vale nada, o outro é mais importante que você". Ora, se eu não dou valor ao que meu EU mais profundo quer/diz/é, quem dará valor??

Com isso, nosso EU vai se sentindo cada vez mais inseguro e não suficiente e portanto, vai se esforçando cada vez mais para ser o que não é, entendendo que é o que precisa ser feito para agradar ao outro e assim obter amor, atenção, reconhecimento....

Como virar o jogo? Aprendendo o que me nutre, o que me dá prazer, o que me dá aquele sentimento gostoso de "yes", consegui, eu posso, fui lá e fiz! Que me faz olhar no espelho e sentir admiração, carinho, respeito, estima por mim mesmo!

Mas como saber o que me nutre? Experimentando. E sentindo. E aprendendo.

A voz interior - aquela vozinha que fala em cada um de nós, baixinho no início, quase um susurro... - sempre tem um sonho, uma dica, uma vontade, um pensamento, uma outra versão de nós mesmos imaginada, quase secreta... pois basta ter coragem de dar vazão a essa voz, aos poucos, em pequenos gestos, atitudes, movimentos que nos dê prazer, nos preencha de sensações, pensamentos e sentimentos agradáveis, "quentinhos" para o nosso coração...

Fazer uma aula de pintura? dançar? experimentar uma receita nova? aprender um novo assunto por exemplo? fazer algum curso? meditar? comer mais frutas? caminhar mais? anotar seus sonhos e aprender com eles? uma tatuagem nova? realizar um projeto novo? renovar seu quarto? fazer uma exfoliação (com aveia é ótima!)/hidatação? costurar? começar yoga? 

O que te dá prazer? 

Pequenos gestos de carinho e nutrição consigo é que vão reverter a direção da energia e fazer girar o círculo, não mais vicioso, dependente e carente... mas virtuoso, energético, alegre, amoroso para si e para o outro... que é o que de mais lindo acontece quando estamos preenchidos, acarinhados, felizes... damos mais para o mundo!

Alguém aí já viu uma pessoa feliz maltratar alguém? Sabe aquele dia que acordamos diferentes, alegrinhos e preenchidos de amor?? Não é que damos um sorriso fácil para aqueles que encontramos e seguimos nosso dia espalhando amor e harmonia? 

Por isso, aprender o que nos nutre, nos deixa feliz de verdade é tão fundamental para a nossa vida como para a vida de todos ao nosso redor... A cada gesto de carinho e atenção conosco, nosso EU se fortalece, se expande e se encoraja. 

E assim, conforme vamos andando pela vida com a autoestima em dia, mais atenção, carinho e reconhecimento damos e recebemos! :)

Já se nutriu hoje?

sábado, 12 de março de 2016

Círculo de Mulheres - você já tem um?

Eu fui a primeira neta depois de 7 netos homens dos dois lados da família, do meu pai italiana/libanesa, e da minha mãe, italiana/brasileira. O nascimento da primeira menina foi um acontecimento e tanto.... mas vou pular a parte da história que diz que minha avó fez novena porque diziam "essa menina não vai vingar!".. depois que eu nasci e não mamava de jeito nenhum...

Mas cá estou eu, então, tudo funcionou afinal. 

Como podem imaginar com esse início de história, cresci num ambiente mais masculino que feminino. E minha madrinha e tia mais "mulherzinha" e libanesa da família morreu aos 30 e poucos anos, então não pude aprender com ela tudo que gostaria de ter aprendido.

Em algum momento da minha vida entrei mais profundamente nessa questão do feminino em mim e no mundo, depois de um insight importante no processo terapêutico ao longo do término do meu casamento. Fui estudar, me conectar com mulheres, entender melhor que história é essa de Círculos de Mulheres.

O fato que é que cada vez menos - e já há muito tempo - as mulheres tem tido espaço e tempo para nutrirem-se umas às outras como sempre fizeram ao longo de milhares de anos de história da humanidade. E com isso, perderam uma fonte de alimento e trocas que muito as ajudava na tarefa de nutrir o mundo ao seu redor. 

Os Círculos de Mulheres devolvem esse espaço e tempo para que as mulheres tenham uma convivência e troca generosa, compreensiva, nutridora. A troca das nossas próprias histórias, intermediadas por conhecimentos ancestrais e contemporâneos, nos levam a um novo patamar de entendimento e vivência do nosso feminino.

Para mim, participar de diferentes Círculos de Mulheres, ao longo dos últimos anos mudou completamente a maneira como eu me enxergo, me trato, me visto até! De nenhuma outra maneira poderia ter aprendido tanto.

Você já está em um Círculo de Mulheres? 


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A astrologia em minha vida...

Faz pelo menos 20 anos que fiz meu primeiro mapa astral. Me lembro de ter ficado tão impressionada como alguém que nunca tinha me visto sabia tanto de mim, que me apaixonei! 

De lá até aqui, foram muitos outros mapas e astrólogos maravilhosos na minha jornada. A cada leitura um novo insight sobre o qual trabalhei meses em sonhos, terapia... sempre novos pontos de vista cada vez mais completos e complexos sobre as influências energéticas do céu sobre meus passos na Terra! :) 

Logo veio o primeiro livro para estudar astrologia mesmo... "Curso Básico de Astrologia" de Marion D. March e Joan McEvers. Excelente começo! Com ele mesmo já entendi que seriam muitos e muitos anos de estudo até que conseguisse compreender mais profundamente a astrologia e eu tinha muitas outras coisas para estudar também... 

E assim eu fiz, estudei Jung, Florais de Bach, Terapia Holística, Psicologia do Feminino etc... mas a Astrologia continuava ali, devagar e sempre... e os mapas também! :)

Hoje, sinto que a Astrologia é uma forma incrível de compreender os grandes e pequenos fluxos energéticos a que estamos sujeitos, no individual e no coletivo. Aliás a astrologia usada para entender os grandes movimentos coletivos, a que todos estamos sujeitos de maneira inexorável e que assim como os grandes movimentos culturais, econômicos ou migratórios, transformam as pessoas, os países e o planeta é a parte que mais me atrai, me instiga. É lindo perceber com clareza como tudo está conectado nesses fluxos! 

Conhecer-se através do mapa astral é uma experiência incrível. Se quiser, faça o seu mapa gratuitamente no site www.astro.com e pelo menos você já vai poder conhecer seu signo solar e ascendente! Que é o começo do começo... :)



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

um pouco sobre o que aprendo...

Nesse período todo que venho me dedicando com mais profundidade ao estudo do feminino, se eu tiver que destacar apenas 1 aprendizado como o mais importante de todos, sem dúvida eu escolho falar sobre o que aprendi a respeito dos ritmos. Meus, do mundo, das mulheres, da Lua, das danças… e nesse tempo vim fazendo também um intenso trabalho comigo em relação a esses ritmos todos que passei a observar e respeitar mais, em mim e no mundo. 

Desacelerar, desacelerar... no mundo de hoje não é tarefa nada fácil... mas porque desacelerar? No meu caso porque depois de muitos anos de auto-observação, percebi com clareza que estar acelerada, com muitas coisas a fazer ao mesmo tempo, tendo que equilibrar muitos pratos simultânea e diariamente, trazia minhas feras para fora. Ou seja, a minha pior versão atuava no mundo na maior parte do tempo!

Além disso, descobri que para poder aprofundar o trabalho iniciado, de mergulhar no meu feminino e do mundo, eu preciso ter tempo. Tempo para observar e respeitar meus ritmos internos. Tempo para me cuidar mais. Tempo para contemplar. Tempo para dançar. Tempo para compartilhar. Tempo livre. Tempo para mim. Tempo para os outros. Tempo para cozinhar.

E assim vou ajustando meus tempos internos e atividades de um jeito que eu possa andar por ai mais leve, mais rítmica, mais inteira.



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Porque é tão difícil colocar-se no lugar do outro?


"Quando ele toca nesse assunto, não sei o que acontece, mas fico fora de mim, irritadíssima!"

"Teve uma situação que me chateou bastante. Fiquei magoada com a atitude dela. Agora também não ligo mais!"

"Esse final de semana fiz um programa que nunca faria se não tivesse sido obrigada por uma amiga. O lugar era totalmente fora do circuito que costumo frequentar, mas sabe que eu me diverti à beça? Nunca imaginei..."

O que essas falas tem em comum?

Todas expressam sentimentos causados por situações do dia a dia que afetaram cada um de uma maneira, mas que foram percebidos como reações recorrentes na história de vida. 

Uma reação automatizada diante de fatos, circunstâncias, palavras, pessoas, - ou seja, situação A reação B, sempre, independente de variáveis com certeza presentes, sem reflexão -, é um sintoma do enrijecimento da nossa visão de vida e mundo. 

Para Jung, reagimos de maneira automatizada, inconsciente, em função dos complexos que vão se formando ao longo do processo individual de viver, relacionar-se, sentir. Complexos são experiências afetivas repetidas numa mesma direção e que formam então, algo como um nódulo energético que suga grande parte da nossa energia vital/psíquica e direciona nossa visão de mundo. Em função dos complexos, só ouvimos o que queremos e sentimos o que podemos.

Por isso é tão difícil entender a visão de mundo, a conduta, a atitude, a ação do outro. Em cada SER, seus complexos. Para cada complexo, reações inconscientes, autônomas.

E por esse mesmo motivo é tão importante que saibamos como as coisas funcionam em nós, nos conheçamos e possamos buscar ampliar a cada momento nosso espectro de consciência; e então fazer nossas próprias escolhas de conduta, independentes, diferentes ou iguais, mas conscientes. E não mais viver sendo conduzidos pelos nossos complexos, padrões de comportamento impostos, inconscientes.

Na prática do processo terapêutico não há nada mais valioso do que o movimento que cada um vai fazendo em direção à liberdade de SER, inteiro, independente de.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Aura de Verão

No verão tudo parece mais bonito, mais alegre, mais colorido. Pelo menos à mim, assim parece. Gosto desse astral que de alguma maneira envolve as pessoas, os acontecimentos, a aura do ambiente.

Nos observar na socialização que essa época do ano nos garante é uma oportunidade interessante para sabermos um pouco mais de nós. Quanto de nós é persona? Quanto de nós consegue se apresentar sem máscaras, deixando transparecer o que se é?

Estar confortável na própria pele é uma expressão que gosto muito. Expressão da possibilidade da entrega a cada situação que se apresenta buscando sentir o que te move naquele momento. Expressão da liberdade de ser e estar, tranquilo com o que se é.

O exercício de se relacionar nos descortina esses aspectos em nós. Principalmente quando saímos da zona de conforto de nos relacionar apenas em grupos pequenos e conhecidos de pessoas. Conhecer uma nova pessoa é se reconhecer nessa pessoa, nessa relação, se descobrir, se reinventar!

Que a gente possa aproveitar a estação mais ensolarada do ano para brincar, desejar, sentir, meditar, aprender   quem a gente é! Esse é meu desejo no momento!


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

De repente...

quase tudo na vida faz 20 anos... ou mais um pouquinho talvez... :)

Esta semana encontrei no parque, caminhando, um amigo de sala do colégio, nossa, nossa.... Fomos caminhando e conversando, conversando, conversando. Como é que se coloca mais de 20 anos em revista para contar como você chegou até aqui?

Histórias se entrelaçando em comentários engraçados e parêntesis infinitos quase.. delícia! E ao contar todas as idas e vindas, estradas, ruas e atalhos percorridos, uma sensação me invade, forte: que feliz eu fui nas escolhas ao longo da minha vida, nenhuma feita diferente teria me trazido até quem eu sou hoje.

E se quem eu sou hoje às vezes me surpreende e outras ainda me contraria, com certeza me faz rir bem mais que  ontem, da vida, das pessoas, de mim mesma! Claro que tem muitas outras mudanças (às vezes até radicais!) que posso enxergar em mim. Conseguir viver o hoje com a confiança de que o rio corre sempre na melhor direção para  a realização de nossos propósitos mais caros, por exemplo, é uma grande transformação. 

Ser mãe, já não dar tanta importância a muitas coisas que antes incomodavam, respeitar o ritmo dos outros e o meu próprio, dentre tantos outros aspectos que não mudaram em mim, foram outros grandes aprendizados.

Que gostoso pensar em tudo isso assim meio de repente.



sábado, 20 de agosto de 2011

Quem sou eu? :: Artigo publicado na Revista Expressa Mais

“Quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles.”
Clarice Lispector


Inspirei-me na maravilhosa Clarice Lispector para refletir aqui sobre questões que muitas pessoas perguntam: Para que fazer terapia? Quando sei que é legal fazer terapia?

Ora, se para saber quem eu sou, eu preciso olhar além dos meus olhos, preciso saber o que seja olhar além dos meus olhos...

Se alguém pergunta quem é você, você responde rapidamente contando sua profissão, seu estado civil, seus defeitos e eventualmente alguma qualidade não é assim? Porque claro, todos tem uma imagem de si mesmo para contar.

Mas que imagem é essa? Construída ao longo da vida, sem dúvida, essa imagem é definida pelo que os olhos são capazes de ver. Mas que olhos? Essa imagem é um reflexo da visão das outras pessoas sobre mim e ou da minha própria visão?

Os olhos só vêem o que está consciente - o que está na cara - e a visão externa é um reflexo do espaço interno que visualizamos, portanto, só podemos ampliar nossa visão externa, ampliando nossa visão dos espaços internos.

Quero dizer, a visão que temos do mundo, das pessoas e de nós mesmos é uma tradução do que temos consciência e só podemos ampliar a consciência se conhecermos mais o que existe dentro de nós.

Terapia é o processo que leva cada um a conhecer melhor seus espaços internos, sonhos, desejos, fantasias, complexos, afetos, hábitos, heranças... essa montanha de sentimentos que foram sendo impressos em nós ao longo da vida.

É conversando, rindo, chorando, refletindo nossas histórias cotidianas, passadas, presentes e futuras, semanalmente no processo terapêutico, que cada um vai reconstruindo essa imagem de si mesmo. Esse tal de EU SOU...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Recomeçar :: Artigo publicado Jornal Expresso Zona Sul

São tantas as situações na vida em que temos que recomeçar... Recomeçar = começar de novo, refazer depois de interrupção.

Recomeçar é voltar para o trabalho depois de longos dias de feriado ou férias.

Recomeçar é o que as famílias de Realengo no Rio e também os japoneses estão fazendo.

Recomeçar uma carreira, um hobby, um casamento, uma vida... são tantos os exemplos!

Recomeçar é a oportunidade de uma nova escolha, um novo caminho. O novo sempre causa alguma ansiedade e incerteza, claro. Mas porque temer os novos e ainda desconhecidos caminhos? Não é a vida um eterno caminhar pelo desconhecido das surpresas cotidianas?

Recomeçar é reconstruir. Um ciclo se fecha, um novo será aberto.

Por que para muitas pessoas recomeçar é tão difícil? A energia necessária para criar algo novo e reinventar-se é diferente da energia que usamos diariamente para manter as coisas como estão. Para recomeçar é preciso mergulhar mais fundo dentro de si para entender quem se é e o que se quer nessa nova trilha. Que escolhas trouxeram-me até aqui? Onde quero chegar? O que é preciso para chegar?

Dessa reflexão vem a energia e o impulso para recomeçar.

Recomeçar é ir mais devagar, tateando, conhecendo aos poucos a nova situação até encontrar-se nela. Temos tido a paciência e coragem necessárias para recomeçar ou nos entregamos em situações infelizes por medo de repensar nossa vida, quem somos e o que queremos?

A capacidade de recomeçar vai sendo construída no treino da vida. Quanto mais jovens, mais incertezas, é natural; menos nos conhecemos, assim como pouco conhecemos dos caminhos da vida.

Mas à medida que praticamos a capacidade de olhar para dentro, a descoberta de novas possibilidades em nós traz alegria e força, eternizando nossa capacidade de recomeçar!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Autoconhecimento e qualidade de vida

Foto de Paula Bulgarelli
Autoconhecer-se é um processo que vem da observação de si, comportamentos, reações, desejos, atitudes, sonhos, virtudes e não virtudes. A observação leva à consciência que nos permite começar a distinguir quem somos realmente e quão perto ou distante estamos de ser como gostaríamos de ser.

Porque vamos e convenhamos, todos temos um ser assim ou assado, que gostaríamos de ser, não é?

A grande mágica do processo terapêutico na busca por autoconhecimento, é que passamos a desmistificar esse eu que idealizamos. Em parte porque vamos nos aproximando desse eu à medida que vamos retirando nossas cascas e o jeito de ser que temos sido, para sermos nós mesmos. Em parte porque muito desse eu idealizado vai perdendo o encanto, o sentido e paramos de persegui-lo.

Esse eu idealizado tem muito do que nosso eu verdadeiro é e por isso admiramos, inconscientemente. Mas nesse eu idealizado tem também muita mente coletiva - aquela voz social que teima em dizer o que é certo e o que é errado na vida de todos. A separação entre uma parte e outra é processo terapêutico.

A casca é aquele eu que vai se formando sobre o eu mais verdadeiro e puro, à medida que interagimos com o mundo, desde que nascemos, numa barganha entre ser amado e ser feliz! O processo de retirada desses véus para enxergar o verdadeiro eu leva a uma atitude mais amorosa consigo e com o mundo.

Reconhecer quem somos nos permite atuar no mundo de uma forma mais leve e mais verdadeira, tomar decisões que tragam mais paz do que angústia, ter coragem para ser quem se é. Agimos mais em direção da nossa felicidade.

Felicidade. Acho que tá aí o grande significado de qualidade de vida!!

Sejamos felizes!

sábado, 30 de outubro de 2010

Mudar ou não mudar, eis a questão?

Walnut
Hoje uma amiga escreveu perguntando se sei qual é o segredo da resposta à sua dificuldade de tomar uma decisão de mudança de cidade, que há tempos ela tem vontade de fazer.

Refletindo, disse à ela que sinto que há 2 questões primordiais nessa questão: primeiro é necessário ter muita clareza do motivo que leva à vontade de mudança, porque, senão, seres humanos que somos, depois de algum tempo podemos nos esquecer da razão pela qual quisemos aquela mudança e estarmos novamente insatisfeitos onde estamos. E é bom lembrar que nos esquecemos facilmente das dificuldades e infelicidades, tão logo deixamos a situação de stress.

E a segunda questão, inspirada pela famosa frase do John Lennon “Estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo”, ou algo parecido, e que na verdade está intimamente ligada à primeira, porque se temos certeza dos motivos pelos quais estamos buscando uma mudança grande de vida/lugar etc. temos mais chance de não esconder atrás da mudança (seja de marido, casa, cidade, emprego etc...) uma insatisfação mais profunda de não sabermos quem somos, de onde viemos e para onde vamos.... sabe como é?

Por isso é preciso ter coragem. Coragem para mudar? Também. Mas a coragem maior, de fato, é para encarar à fundo quem se é e ser fiel às descobertas, mesmo que isso implique deixar de ser o que pensam que somos os que nos rodeiam (e pensamos nós muitas vezes) e agir de acordo com esse novo ser que descobrimos ser.

A partir daí, mudar de casa, de cidade, de emprego, de amigos ou de qualquer coisa na vida, passa a ser consequência natural do processo. Coragem amiga!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Por que fazer terapia? Com Florais...

Pelos mais diferentes motivos (ou sintomas) procuramos terapia: porque estamos "explodindo à toa", porque estamos tristonhos e desanimados apesar da vida estar aparentemente resolvida, porque estamos dormindo muito mal e ansiosos, mas nem sabemos explicar exatamente com o que estamos preocupados..

Na maioria das vezes começamos assim, querendo acreditar que esse seja o caminho para nos livrar do incômodo. Mas à medida que as sessões vão se sucedendo, vamos descobrindo um universo a nosso respeito e aqueles incômodos iniciais passam a ser apenas uma parte de todo o rico processo que se estabelece.

Aos poucos e sempre durante o processo terapêutico vamos nos sentindo mais leves, mais inteiros em nós mesmos, vamos aprendendo a nos livrar dos pensamentos prontos (não raro dos outros) e começamos a sentir nosso eu mais profundo a quem começamos dar mais ouvidos a guiar nossas escolhas e comportamentos.

No processo terapêutico com as essências florais, fazemos esse mesmo caminho, mas na minha opinião, de maneira mais suave e intensa ao mesmo tempo. O caminhar pela estrada da auto consciência através da terapia com florais é mais suave porque a vibração posisitiva das flores nos ajuda a harmonizar mais rapidamente os desequilíbrios que causam os incômodos e nos deixa mais livres e abertos para a tomada de consciência que garante a transformação verdadeira.

Por isso eu acredito na terapia como caminho. E acredito mais ainda junto com os florais.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O que é Terapia Floral?

Ou terapia com florais é um caminho de autoconhecimento através do processo terapêutico combinado com a essência vibracional das flores. Dr. Bach foi pioneiro a descobrir que a vibração de algumas flores interagem positivamente com a energia sutil do ser humano, elevando sua vibração e harmonizando emoções e sentimentos.

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