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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Feminino e Masculino

Para além do sendo comum, do que exatamente estamos falando quando falamos em Feminino e Masculino? Observar as energias que circulam em nós pode ser uma maneira de olhar para isso:

Bases, estruturas, rotina diária, constância, cuidados básicos, corpo físico. Energia Yang, masculina.

Movimento, criação, procriação, sensualidade, prazeres, alimento. Energia Yin, feminina.

Poder, atitute, realização, empoderamento, lutar, buscar, vencer. Energia Yang, masculina.

Compaixão, amor, doação, entrega, gentileza, compartilhar, cuidar. Energia Yin, feminina.

Rir, brincar, cantar, expressar-se, falar, embelezar, encantar. Energia Yin, feminina.

Foco, intuição, atenção, meditação. Energia Yang, masculina.

Quais delas reconhece em você? Como elas fluem?

Todos temos essas energias em nós. Mais ou menos equilibradas. Mais ou menos intensas.
Acontece que vivemos num mundo onde as energias Yang são muito mais estimuladas o tempo todo, e podemos tender a um desequilíbrio, pelo maior exercício em umas vias energéticas que em outras.

Reequilibrar-se tem a ver com reconhecer essas energias e trabalhá-las na prática da vida diária, de forma equilibrada, distribuída... 

O equilíbrio em nós é equilíbrio no todo! 

sábado, 12 de março de 2016

Círculo de Mulheres - você já tem um?

Eu fui a primeira neta depois de 7 netos homens dos dois lados da família, do meu pai italiana/libanesa, e da minha mãe, italiana/brasileira. O nascimento da primeira menina foi um acontecimento e tanto.... mas vou pular a parte da história que diz que minha avó fez novena porque diziam "essa menina não vai vingar!".. depois que eu nasci e não mamava de jeito nenhum...

Mas cá estou eu, então, tudo funcionou afinal. 

Como podem imaginar com esse início de história, cresci num ambiente mais masculino que feminino. E minha madrinha e tia mais "mulherzinha" e libanesa da família morreu aos 30 e poucos anos, então não pude aprender com ela tudo que gostaria de ter aprendido.

Em algum momento da minha vida entrei mais profundamente nessa questão do feminino em mim e no mundo, depois de um insight importante no processo terapêutico ao longo do término do meu casamento. Fui estudar, me conectar com mulheres, entender melhor que história é essa de Círculos de Mulheres.

O fato que é que cada vez menos - e já há muito tempo - as mulheres tem tido espaço e tempo para nutrirem-se umas às outras como sempre fizeram ao longo de milhares de anos de história da humanidade. E com isso, perderam uma fonte de alimento e trocas que muito as ajudava na tarefa de nutrir o mundo ao seu redor. 

Os Círculos de Mulheres devolvem esse espaço e tempo para que as mulheres tenham uma convivência e troca generosa, compreensiva, nutridora. A troca das nossas próprias histórias, intermediadas por conhecimentos ancestrais e contemporâneos, nos levam a um novo patamar de entendimento e vivência do nosso feminino.

Para mim, participar de diferentes Círculos de Mulheres, ao longo dos últimos anos mudou completamente a maneira como eu me enxergo, me trato, me visto até! De nenhuma outra maneira poderia ter aprendido tanto.

Você já está em um Círculo de Mulheres? 


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Seminário Reconhecer a Polaridade, Celebrar a Unidade - com Maria Soledad

Maria Soledad, psicóloga, especialista do feminino e palestrante internacional, está no Brasil e nos dará a honra de compartilhar muito conhecimento! É no próximo 14/ Novembro, aqui em Ribeirão!

Vamos conhecer melhor essas energias feminina e masculina que vivem em nós...reconhecer é o primeiro passo para integrar. É um seminário para mulheres e homens, parceiros ou não. Aprender com a visão do outro é uma oportunidade muito rica!

O desconto para pagamento até 30/10 está valendo! 

Dúvidas e inscrições: analuferes@gmail.com

Espero vocês! 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Porque ainda tratamos mal as nossas meninas?

É tão tamanha a frequência com que ouço relatos de situações de vida onde as mães foram "más"* com suas filhas meninas, que vivo me perguntando qual a raiz dessa questão.

Entre amigas vejo como ainda é frequente que elas "confessem" que "sem querer" se dão conta de que mimam mais seus filhos meninos que as meninas. "Ah elas são bem mais independentes", "eles são tão carinhosos!" muitas ainda dizem, como dizia a geração da minha mãe.

Outro dia, conversando com uma amiga super mega hiper blaster antenada, humana, sensível, culta etc, etc, etc. quase caio pra traz quando trago esse assunto e ela me diz "sabe que outro dia me dei conta que minhas brincadeiras com minha filha caçula são bem diferentes das que faço com os meninos?! Com ela eram sempre palavras do tipo "nossa, mas vc não cansa de ser feia não, menininha?", "onde vc aprendeu a ser tão sapeca, hein?' e com os meninos era sempre no positivo, na aprovação incondicional...

Uau! Claro que isso não significa que ela a ame menos que a eles. Tenho certeza que não! Então porque continuamos a amar incondicionalmente nossos meninos e não nossas meninas??

Também não tenho uma resposta, claro! Mas uma coisa que sempre me parece confortar é pensar que um menino yang que nasce de uma mãe yin dá muito mais liga que uma menina yin que nasce de uma mãe yin. E essa natureza básica das energias que se atraem e repelem pode responder muito do como essa ligação vai se configurar.

O espelho que a menina pode representar para todas as feridas ou assuntos das mães, cuja existência dela vai trazendo à tona ao longo do tempo, e com os quais não sabemos ou não queremos lidar em nós, talvez seja um norte a olharmos essa questão.

Por isso, acredito no caminho  da consciência dos aspectos mal resolvidos em nós para que eles não precisem continuar sendo projetados nas nossas meninas, perpetuando o ciclo de baixo senso de valor que elas, tornando-se mulheres, continuam carregando em si. E que talvez seja o ponto de partida do novo ciclo de rejeição!

Como diz Maria Soledad, "o melhor que uma mãe pode fazer por sua filha é curar-se como mulher"! 

* por más quero dizer, repressoras, não protetoras, colocando sobre elas a maior parte da responsabilidade do cuidar na casa, com os irmãos, reprimindo sua sexualidade quando brota, julgativas, críticas...




Porque estar entre mulheres?

Porque aos poucos ao longo dos séculos da história as mulheres foram tendo cada vez menos espaços para si, entre si, num ambiente de trocas, harmonia e união.

E nós mulheres nos beneficiamos muito desse convívio não competitivo para aprender juntas, dançar juntas, estar juntas!

Círculos de mulheres com os mais diferentes objetivos se espalham pelo mundo e tem sido um trabalho muito, muito frutífero. Espaços para aprendermos umas com as outras, umas das outras, umas pelas outras, umas através das outras...

"Até que você esteja comprometido, há hesitação e possibilidade de voltar atrás, sempre há ineficácia com respeito a todas as iniciativas (e criação). No momento em que há compromisso decisivo, a Providência também se movimenta. Um turbilhão de acontecimentos é desencadeado pela decisão. Seja o que for que você possa fazer ou sonhar que pode, comece. A ousadia contém em si genialidade, poder e magia. Comece agora." 
W.H.Murray, The Scottish Himalayan Expedition (atribuído a Goethe)

Diferentes atividades são desenvolvidas em grupo com mulheres.  Para saber mais e participar, me manda um email analuferes@gmail.com e conversamos!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

um pouco sobre o que aprendo...

Nesse período todo que venho me dedicando com mais profundidade ao estudo do feminino, se eu tiver que destacar apenas 1 aprendizado como o mais importante de todos, sem dúvida eu escolho falar sobre o que aprendi a respeito dos ritmos. Meus, do mundo, das mulheres, da Lua, das danças… e nesse tempo vim fazendo também um intenso trabalho comigo em relação a esses ritmos todos que passei a observar e respeitar mais, em mim e no mundo. 

Desacelerar, desacelerar... no mundo de hoje não é tarefa nada fácil... mas porque desacelerar? No meu caso porque depois de muitos anos de auto-observação, percebi com clareza que estar acelerada, com muitas coisas a fazer ao mesmo tempo, tendo que equilibrar muitos pratos simultânea e diariamente, trazia minhas feras para fora. Ou seja, a minha pior versão atuava no mundo na maior parte do tempo!

Além disso, descobri que para poder aprofundar o trabalho iniciado, de mergulhar no meu feminino e do mundo, eu preciso ter tempo. Tempo para observar e respeitar meus ritmos internos. Tempo para me cuidar mais. Tempo para contemplar. Tempo para dançar. Tempo para compartilhar. Tempo livre. Tempo para mim. Tempo para os outros. Tempo para cozinhar.

E assim vou ajustando meus tempos internos e atividades de um jeito que eu possa andar por ai mais leve, mais rítmica, mais inteira.



quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mulherzinha, eu? :: Artigo publicado na revista Expressa Mais!


Refletir sobre as questões do feminino hoje não é tarefa fácil. Quem é esse ser multitarefa, que dá conta de tanta coisa e tem ainda tantos conflitos em estar no mundo como mulher?

A mulher se transformou, cresceu em autoconfiança, atitude e pensamento. Mas por que a idéia do feminino no seu aspecto “mulherzinha” assusta tantas mulheres?

Quem é a “mulherzinha” de hoje?

Tem uma cena no filme “Casamento Grego” em que a mãe da Toula (personagem central) consegue que o marido dê a sugestão de que seja Toula a trabalhar na agência de turismo da tia. Isso era o que ela queria desde o início, mas conduz a conversa de maneira que ele sugira. É fantástica. Ele se sente o máximo, pois resolveu o problema dela. Ela tem o que quer. Daí ela fala: “O homem é a cabeça, mas é a mulher que vira o pescoço”. E dá uma risadinha fofa!

Acho que essa é uma característica de “mulherzinha” que eu vejo nas mulheres que estão conseguindo atuar no mundo com seus desejos, idéias, projetos e sonhos, sem deixar de lado um aspecto fundamental do feminino que é a receptividade. Estar disponível para a idéia do outro, acolher e reverenciar aquela contribuição, que é a semente que, quando acolhida, gera o novo.


Será que há uma geração de mulheres, filhas da revolução feminista, que não aprenderam muito bem a navegar nesse universo, estando um pouco perdidas? Eu vejo no consultório que sim.

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