Ontem no encontro mensal do Círculo de Mulheres conversamos sobre os nossos processos de transformação: como acontecem, o que causam, as dores e delícias... e foi tão lindo e inspirador que resolvi compartilhar um pouco aqui....
Transformar-se é morrer para aquela que eu fui para renascer outra, diferente, mais alinhada com aquela que desejo ser e, portanto, mais feliz! :)
Quando vem a vontade de mudar, ser diferente, precisamos deixar situações, hábitos, pessoas talvez, e outras coisinhas para trás. Mas esse processo na maioria das vezes não é nada fácil.
Primeiro, com certeza vamos ter que enfrentar o processo de "rejeição" das pessoas ao nosso redor, que logo nos carimbam e dizem "nossa, mas como você não vai beber hoje!? Logo você?" ou então "ai ai ai, você sempre foi tão legal, agora está uma chata, fala não pra tudo!" ou ainda "você sempre gostou disso porque agora não gosta mais?".... e por ai vai...
Essa "rejeição" é uma forma das pessoas tentarem fazer com que você fique onde estava pois esse é um terreno conhecido para elas e a dinâmica nos círculos de amigos, família, trabalho.... é como um jogo de xadrez, uma peça muda, tudo muda no jogo... e é disso que as pessoas têm medo - das mudanças - e daí resistem à transformação de qualquer pessoa ao redor.
Mas se você resistir bravamente, elas recuam, desistem e te aceitam do novo jeito. Aliás, aceitam não, gostam até mais de você na verdade. Pode acreditar! Todas no Círculo ontem viveram a mesma experiência nos seus processos de transformação. E as pessoas que de fato rejeitarem a mudança, e saírem da sua vida por isso, você vai perceber que nem fazem falta, na verdade... :)
Outra questão importante nesse tal processo de transformação é o apego, fruto do medo e da necessidade de segurança que carregamos, e que torna esse processo mais dolorido, extenso e penoso do que seria necessário.
Eu sempre digo 'o medo não é um bom companheiro'. Então, sempre que se pegar sentindo medo, reflita a fundo, encare o medo detalhadamente na sua cabeça, percorra com todos os detalhes se perguntando qual é o medo? E depois da primeira resposta, se pergunte de novo qual é o medo? E depois da segunda e da terceira... Nesse processo você vai descortinando verdades que aparecem prontas na sua cabeça, crenças, falas da cultura, da família, da história vivida até aqui... e quase sempre vai perceber que esse medo não é seu de fato, não é real... é apenas algo instalado dentro de você!
Auto-observação e coragem. É só o que precisa.
E nesse processo de se transformar vamos tomando gosto pela "brincadeira" e a vida fica muito mais gostosa, significativa, intensa, verdadeira... Não custa nos lembrarmos que a lagarta não sabe que vai virar uma borboleta; para ela, o processo de transformação é a morte! Mas que sem graça seria se pelo medo da dor e da intensidade das nossas 'pequenas mortes' deixássemos de nos transformar na melhor versão 'borboleta' de nós mesmas, não?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Sobre os processos de transformação
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sábado, 7 de janeiro de 2017
Sobre o caderno de sonhos
Uma das primeiras coisas que digo para alguém que começa um processo terapêutico comigo é: tenha um caderno de sonhos. Compre um novo caderno, desenhe uma capa linda para ele se quiser, mas tenha um, novo, com esse objetivo: ser o seu caderno de sonhos. Deixe-o na cabeceira da sua cama e anote nele os seus sonhos. Quais? Aqueles que se sonha dormindo e aqueles que se sonha acordado.
"Ah mas eu não sonho!", muitas vezes é a resposta que eu ouço. Sim, você sonha todas as noites. Pode ser que você não se lembre, mas você sonha. E à medida que estimular o seu cérebro, tendo seu caderno, você vai começar a lembrar mais e mais. O sonho, para Jung, é uma mensagem do nosso eu mais verdadeiro - o SELF - para o nosso eu consciente - o EGO.
Quando as escolhas que fazemos com nosso Ego, no nosso dia-a-dia, estão mais alinhadas com os desígnios de nossa Alma - nosso eu mais verdadeiro e profundo - mais em equilíbrio e saudáveis estamos, nos ensinou Dr. Bach.
Ou seja, nossos sonhos são a chave para uma vida mais saudável, mais inteira, mais alinhada com o que de fato nossa Alma veio aqui realizar. Ora, se estamos aqui para aprender as lições que escolhemos, nada melhor que nos utilizarmos de todas as estratégias ao nosso alcance para vivenciá-las com consciência, não?
No início pode ser que você não se lembre de nenhum sonho mesmo, mas comece anotando como se sente ao acordar, por exemplo. Aos poucos, mais e mais sinais virão. O caderno é um grande apoio ao processo de autoconhecimento porque nele podemos anotar nossas ideias, reflexões, sentimentos, pensamentos, insights... e assim nos conhecermos melhor a cada dia...
Eu tenho cadernos desde os 15 ou 16 anos mais ou menos... Tenho uma caixa grande com todos eles guardados. Alguns duraram por mais de 1 ano, outros menos de 1 mês, por exemplo, de tão intenso que foi o período de observação e reflexão sobre mim mesma. Virou, mexeu, eu pego algum caderno para ler, buscar alguma informação a meu respeito, relembrar algum sonho recorrente, por exemplo. Nossa, eu adoro! E como faz toda diferença no meu processo de tomar consciência de mim!
Por isso eu recomendo demais. Tenha o seu caderno de sonhos e reflexões! Esse é o meu novo, que estou começando agora. Comprei aqui em Montreal porque o que eu trouxe já acabou... :)
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Férias para dentro de mim
Nesse final de ano, aproveitei o espaço enorme de tempo que as férias do meu filho com o pai deixam na minha vida, cotidianamente preenchida com as tarefas da vida de mãe que trabalha e cria filho sozinha na lida diária, para tirar férias para dentro de mim.
Eu já tinha aproveitado esses momentos, outras vezes, para fazer retiros de meditação e tal, mas esse está sendo muito diferente. Porque nos retiros a gente fica literalmente retirada das atividades cotidianas da vida, apenas seguindo a programação, tendo comida pronta e horários a serem cumpridos. Sempre foram muito bons pra mim também. Mas dessa vez a experiência está sendo tão forte e linda, que me deu vontade de dividir um pouquinho com vocês.
Nessas férias eu vim para Montreal, Canadá, por 18 dias, para me aprofundar na prática do tantra yoga da caxemira, estudar, estar comigo mesma. Aluguei um airbnb e cá estou, num frrrrrriiiiooooo, muita neve, vivendo dias muito, muito intensos, delicados e deliciosos, de auto-observação e experimentação de mim mesma.
Estou vivendo no tempo kairós*: não tenho compromisso nenhum com hora marcada com antecedência, de maneira que eu seja obrigada a cumprir, quer esteja com vontade ou não. Acordo quando os olhos abrem - teve dia que isso aconteceu as 4:30 da manhã e outros as 7:30 -, como quando tenho fome, como o que me dá vontade de cozinhar ou comprar no mercado delicioso que tem aqui ao lado, presto muita atenção no que como, quanto como, como me sinto depois.... se me dá vontade saio de casa, se não dá, passo o dia todo sem colocar os pés dentro da bota - isso significa fora de casa! :)
Durmo quando tenho sono, leio quando quero ler, pratico yoga e medito quando dá vontade, tenho tido tempo para escrever muitas reflexões no meu caderno, já quase terminei com o que eu iniciei dia 24/12, vindo para cá! ;). Leio na cama ao acordar ou antes de dormir, o quanto dá vontade, passo quanto tempo me der vontade olhando pela janela e me deliciando com a delicadeza da neve caindo, tantas vezes rindo sozinha ou deixando as lágrimas rolarem sem dó pela sensibilidade que me causa uma cena vista da janela ou um pensamento ou sentimento que me invadem de repente... não tenho pressa para absolutamente nada...
Se minha bota "morre" no meio do caminho, ok, chego em casa na ponta dos pés e no dia seguinte vou de tênis comprar uma nova - até fico feliz com o incidente, porque não gostava muito da bota que eu tinha, mas como eu já tinha, não ia comprar outra só por comprar... mas como uma parte da sola descolou... pronto, tinha que escolher uma nova e linda bota! :) Se uma dorzinha chatinha no joelho esquerdo - machucado numa aula de dança há quase 2 anos - insiste em voltar pela prática constante do yoga, simplesmente vou à loja natureba que fica a dois quarteirões e lá encontro a mesma pomada homeopática que uso no Brasil... homeopatia alemã... pronto, joelho cuidado...
E assim tem sido com absolutamente tudo, qualquer situação, fato, sentimento ou pensamento... Ter tempo para ampliar a consciência sobre mim mesma, minha vontade, meus sentimentos, sensações, impulsos, virtudes e pequenezes, tem me deixado um sentimento de gratidão tão tamanho, que mal consigo expressar.
Como a vida pode ser tão doce, tão bela, tão deliciosa assim, sem tempo, sem do's ou dont's, apenas na observação de si mesmo para encontrar a voz que fala no mais profundo... a voz da vontade... a motivação da alma...
Sinto muito que no mundo que vivemos hoje em dia, não conseguimos seguir o ritmo da vida, assim, sendo vivida pela força da vontade que dá. E antes que pensem que não deu vontade de trabalhar, já digo que tenho trabalhado também e bastante até - algumas sessões estão acontecendo, num ritmo menor do que de todas as outras semanas do ano, mas estão; estou escrevendo muito, planejando 2017, preparando aulas, estudando muito (que no meu caso não deixa de ser trabalho) etc... Mas tudo no tempo da minha vontade. E com prazer, sempre! Porque afinal, só fiz porque deu vontade! :)
Desejo de coração que a partir daqui eu viva a minha vida mais e mais no tempo kairós. No tempo da vontade. Da consciência. Da harmonia. Da gratidão.
* Os gregos antigos tinhas duas palavras para o tempo: Chronos e Kairós. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico ou sequencial (o tempo que se mede, de natureza quantitativa), Kairós possui natureza qualitativa, o momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece: a experiência do momento oportuno
* Os gregos antigos tinhas duas palavras para o tempo: Chronos e Kairós. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico ou sequencial (o tempo que se mede, de natureza quantitativa), Kairós possui natureza qualitativa, o momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece: a experiência do momento oportuno
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Sobre a vitória de Donald Trump e a evolução...
Algo ontem me dizia que essa vitória aconteceria, por isso talvez não tenha ficado tão surpresa com o resultado. Acontece que o processo evolutivo - individual e coletivo - não é linear... como já dizia Platão, o ser humano nessa dimensão só consegue aprender pelo oposto, e por isso temos a tendência a pendular o tempo todo. Não existe o ditado que é 8 ou 80? Pois é, esse ditado é fruto dessa questão pendular...
Então, se colocarmos o olhar sobre a vida no nosso planeta, de maneira coletiva, estamos vivendo tempos bastante difíceis, né? De grandes desigualdades sociais, um stress coletivo (e individual, claro!), com os seres cada vez mais distantes de uma vida harmônica, compartilhada, amorosa, verdadeira de fato... parece que a vida tem se tornado um eterno fazer e gastar dinheiro...
E essa vida que a maioria de nós tem levado, na minha visão, é, em grande parte (senão toda) fruto do modelo econômico capitalista, criado há não muito mais que 5 séculos (vivemos muito pouco a cada vida para ter uma dimensão exata do caminhar histórico da humanidade como um todo). E o capitalismo é um modelo baseado na exploração e acúmulo, em detrimento à realização e bem-estar dos seres. Ou seja, está na base do modelo!
Se a evolução se dá em espiral (de maneira pendular), ainda precisamos chegar ao ponto máximo deste modelo para que ele de fato possa ser substituído por um novo, melhor. E já vemos muitas iniciativas nesse sentido, com cada vez um número maior de pessoas escolhendo viver uma vida mais leve, mais harmônica, mais realizada e feliz, ainda que isso possa significar menos dinheiro. Mas para que haja a transformação mesmo, é preciso uma ampliação da consciência coletiva nesse sentido. E, portanto, só escancarando os problemas (sombras) desse modelo poderemos pendular para algo novo e melhor...
Talvez nada melhor que o "mais capitalista dos capitalistas", como me refiro à Donald Trump, para acelerar essa consciência coletiva...
Nada acontece por acaso, é só que às vezes não conseguimos entender naquele momento...
Em suma, para pensar... e conversarmos mais sobre isso, claro... quem quiser, estou aqui!
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Autoconhecimento... o que é isso afinal?
Quem sou eu? Quais as etiquetas com que me apresento? Sou psicoterapeuta, junguiana, tenho 47 anos, sou mãe de um menino de 12 anos, moro em Bonfim Paulista, etc. etc. etc. etc.... o que isso diz de fato a meu respeito?
Tem uma sabedoria japonesa que diz que cada um de nós tem 3 caras: uma com a qual nos relacionamos com o mundo social, uma com a qual nos relacionamos nas nossas relações mais íntimas, mais próximas e uma com a qual nos relacionamos conosco mesmos. Aquele eu que sou quando ninguém me vê, quando não penso em ninguém mais que eu mesmo e o meu desejo mais profundo e secreto.
Sabe aquela versão secreta de nós mesmos, aquele eu que mora dentro de nós e que só nós conhecemos? Todos sentimos isso de uma forma ou de outra. Não?
E se nos arriscássemos a colocar no mundo esse secreto eu? Como seria?
Já parou para pensar o que nos impede de colocar esse secreto eu que somos no mundo? Que louca sou de querer colocar no mundo aquilo que mais desejo e que me motiva? Ora, ora, ora...
Autoconhecimento é um processo contínuo de desvendar essas diferentes caras de mim. Todas as partes que me compõe, como se manifestam, o que desejam, para onde me levam. E nessa busca, pra mim, vale tudo! Terapia, astrologia, yoga, meditação, filosofia, religião, massagem, acupuntura, leitura, grupos, silêncio, natureza, relações, sonhos, análises, relatos, pensamento... Tudo aquilo que me ajuda a reconhecer ou me assegurar de alguma faceta de mim...
E assim, processualmente, arriscadamente, vamos aprendendo a manifestar de forma mais integrada esse eu que somos, indivisível em partes que nos reduzem a isso ou aquilo.
Coragem é bem necessária sim, mas a alternativa é tão monótona, unilateral, sofrida, que vale a pena pelo menos tentar novas possibilidades de ser! Não?
Na minha vida o processo de autoconhecimento foi e é imperativo. Sempre me surpreendo com novos aspectos de mim que sequer tinha antes me dado conta... Certamente me torna uma pessoa mais tranquila, esperançosa, paciente, perseverante, compassiva, centrada e amorosa, sobretudo comigo mesma, onde tudo começa!
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Feminino e Masculino
Para além do sendo comum, do que exatamente estamos falando quando falamos em Feminino e Masculino? Observar as energias que circulam em nós pode ser uma maneira de olhar para isso:
Bases, estruturas, rotina diária, constância, cuidados básicos, corpo físico. Energia Yang, masculina.
Movimento, criação, procriação, sensualidade, prazeres, alimento. Energia Yin, feminina.
Poder, atitute, realização, empoderamento, lutar, buscar, vencer. Energia Yang, masculina.
Compaixão, amor, doação, entrega, gentileza, compartilhar, cuidar. Energia Yin, feminina.
Rir, brincar, cantar, expressar-se, falar, embelezar, encantar. Energia Yin, feminina.
Foco, intuição, atenção, meditação. Energia Yang, masculina.
Quais delas reconhece em você? Como elas fluem?
Todos temos essas energias em nós. Mais ou menos equilibradas. Mais ou menos intensas.
Acontece que vivemos num mundo onde as energias Yang são muito mais estimuladas o tempo todo, e podemos tender a um desequilíbrio, pelo maior exercício em umas vias energéticas que em outras.
Reequilibrar-se tem a ver com reconhecer essas energias e trabalhá-las na prática da vida diária, de forma equilibrada, distribuída...
O equilíbrio em nós é equilíbrio no todo!
domingo, 24 de julho de 2016
Autoestima: você sabe o que te nutre?
Autoestima = sentimento de carinho, afeto ou de admiração em relação a si próprio
Cotidianamente trabalho essa questão no consultório. Ao longo da vida, somos tão acostumados a agradar ao outro como forma de conseguir amor e reconhecimento, que vamos deixando de saber como agradar a nós mesmos. E quando não sabemos como nos preenchermos e nos darmos prazer, amor e reconhecimento, vamos seguindo cada vez mais dependentes do amor e reconhecimento alheio.
É um círculo vicioso que precisamos aprender a reverter. Quanto mais nos esforçamos para buscar nosso preenchimento através do amor, presença e consideração do outro ao nosso redor, mais estamos passando uma mensagem para nosso EU mais verdadeiro: "você não vale nada, o outro é mais importante que você". Ora, se eu não dou valor ao que meu EU mais profundo quer/diz/é, quem dará valor??
Com isso, nosso EU vai se sentindo cada vez mais inseguro e não suficiente e portanto, vai se esforçando cada vez mais para ser o que não é, entendendo que é o que precisa ser feito para agradar ao outro e assim obter amor, atenção, reconhecimento....
Como virar o jogo? Aprendendo o que me nutre, o que me dá prazer, o que me dá aquele sentimento gostoso de "yes", consegui, eu posso, fui lá e fiz! Que me faz olhar no espelho e sentir admiração, carinho, respeito, estima por mim mesmo!
Mas como saber o que me nutre? Experimentando. E sentindo. E aprendendo.
A voz interior - aquela vozinha que fala em cada um de nós, baixinho no início, quase um susurro... - sempre tem um sonho, uma dica, uma vontade, um pensamento, uma outra versão de nós mesmos imaginada, quase secreta... pois basta ter coragem de dar vazão a essa voz, aos poucos, em pequenos gestos, atitudes, movimentos que nos dê prazer, nos preencha de sensações, pensamentos e sentimentos agradáveis, "quentinhos" para o nosso coração...
Fazer uma aula de pintura? dançar? experimentar uma receita nova? aprender um novo assunto por exemplo? fazer algum curso? meditar? comer mais frutas? caminhar mais? anotar seus sonhos e aprender com eles? uma tatuagem nova? realizar um projeto novo? renovar seu quarto? fazer uma exfoliação (com aveia é ótima!)/hidatação? costurar? começar yoga?
O que te dá prazer?
Pequenos gestos de carinho e nutrição consigo é que vão reverter a direção da energia e fazer girar o círculo, não mais vicioso, dependente e carente... mas virtuoso, energético, alegre, amoroso para si e para o outro... que é o que de mais lindo acontece quando estamos preenchidos, acarinhados, felizes... damos mais para o mundo!
Alguém aí já viu uma pessoa feliz maltratar alguém? Sabe aquele dia que acordamos diferentes, alegrinhos e preenchidos de amor?? Não é que damos um sorriso fácil para aqueles que encontramos e seguimos nosso dia espalhando amor e harmonia?
Por isso, aprender o que nos nutre, nos deixa feliz de verdade é tão fundamental para a nossa vida como para a vida de todos ao nosso redor... A cada gesto de carinho e atenção conosco, nosso EU se fortalece, se expande e se encoraja.
E assim, conforme vamos andando pela vida com a autoestima em dia, mais atenção, carinho e reconhecimento damos e recebemos! :)
Já se nutriu hoje?
Cotidianamente trabalho essa questão no consultório. Ao longo da vida, somos tão acostumados a agradar ao outro como forma de conseguir amor e reconhecimento, que vamos deixando de saber como agradar a nós mesmos. E quando não sabemos como nos preenchermos e nos darmos prazer, amor e reconhecimento, vamos seguindo cada vez mais dependentes do amor e reconhecimento alheio.
É um círculo vicioso que precisamos aprender a reverter. Quanto mais nos esforçamos para buscar nosso preenchimento através do amor, presença e consideração do outro ao nosso redor, mais estamos passando uma mensagem para nosso EU mais verdadeiro: "você não vale nada, o outro é mais importante que você". Ora, se eu não dou valor ao que meu EU mais profundo quer/diz/é, quem dará valor??
Com isso, nosso EU vai se sentindo cada vez mais inseguro e não suficiente e portanto, vai se esforçando cada vez mais para ser o que não é, entendendo que é o que precisa ser feito para agradar ao outro e assim obter amor, atenção, reconhecimento....
Como virar o jogo? Aprendendo o que me nutre, o que me dá prazer, o que me dá aquele sentimento gostoso de "yes", consegui, eu posso, fui lá e fiz! Que me faz olhar no espelho e sentir admiração, carinho, respeito, estima por mim mesmo!
Mas como saber o que me nutre? Experimentando. E sentindo. E aprendendo.
A voz interior - aquela vozinha que fala em cada um de nós, baixinho no início, quase um susurro... - sempre tem um sonho, uma dica, uma vontade, um pensamento, uma outra versão de nós mesmos imaginada, quase secreta... pois basta ter coragem de dar vazão a essa voz, aos poucos, em pequenos gestos, atitudes, movimentos que nos dê prazer, nos preencha de sensações, pensamentos e sentimentos agradáveis, "quentinhos" para o nosso coração...
Fazer uma aula de pintura? dançar? experimentar uma receita nova? aprender um novo assunto por exemplo? fazer algum curso? meditar? comer mais frutas? caminhar mais? anotar seus sonhos e aprender com eles? uma tatuagem nova? realizar um projeto novo? renovar seu quarto? fazer uma exfoliação (com aveia é ótima!)/hidatação? costurar? começar yoga?
O que te dá prazer?
Pequenos gestos de carinho e nutrição consigo é que vão reverter a direção da energia e fazer girar o círculo, não mais vicioso, dependente e carente... mas virtuoso, energético, alegre, amoroso para si e para o outro... que é o que de mais lindo acontece quando estamos preenchidos, acarinhados, felizes... damos mais para o mundo!
Alguém aí já viu uma pessoa feliz maltratar alguém? Sabe aquele dia que acordamos diferentes, alegrinhos e preenchidos de amor?? Não é que damos um sorriso fácil para aqueles que encontramos e seguimos nosso dia espalhando amor e harmonia?
Por isso, aprender o que nos nutre, nos deixa feliz de verdade é tão fundamental para a nossa vida como para a vida de todos ao nosso redor... A cada gesto de carinho e atenção conosco, nosso EU se fortalece, se expande e se encoraja.
E assim, conforme vamos andando pela vida com a autoestima em dia, mais atenção, carinho e reconhecimento damos e recebemos! :)
Já se nutriu hoje?
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
Sofrendo por medo de sofrer...
Invariavelmente acontece no consultório que ao analisarmos os medos daquele alguém na minha frente cheguemos a essa conclusão: o medo de sofrer por algo ou alguém nos mantém numa situação de sofrimento igual ou maior que o sofrimento do qual temos medo. Então eu brinco... ah então quer dizer que por medo de sofrer já vamos logo sofrendo que assim fica mais fácil?
Por exemplo, muitas vezes ficamos em relações onde não nos sentimos preenchidas, não nos sentimos ouvidas ou cuidadas por medo de ficarmos sozinhas. Ora, se estamos numa relação onde não nos sentimos preenchidas, não nos sentimos ouvidas e cuidadas, não estamos sozinhas nessa relação? Então, por medo de ficar sozinha, já vamos logo treinando a ficar sozinha, mesmo estando numa relação a dois??
Outro exemplo, quantas vezes fazemos de tudo para agradar a alguém - nossos pais, mães, maridos, namorados ou filhos - por medo de não sermos amadas?? Nunca dizer não, sempre aceitar o que vem do outro mesmo que aquilo não nos satisfaça e por vezes até inventarmos desculpas para justificar uma atitude do outro que no fundo não nos cai nada bem?
Mas se fazemos de tudo para agradar a alguém nos esquecendo de nós, das nossas necessidades e limites, a mensagem que estamos mandando para nosso eu mais profundo é: não sou amada pelo que sou e sinto, não valho a pena ser amada.
Então, por medo de não sermos amadas já vamos logo nos deixando saber quanto não somos amadas. E sofremos...
Deu pra pegar a lógica da coisa? Vale a pena refletir, qual seu medo? Qual o sofrimento que virá caso aquilo que mais tememos aconteça? Será que já não estamos sofrendo exatamente por essa mesma razão??
Por exemplo, muitas vezes ficamos em relações onde não nos sentimos preenchidas, não nos sentimos ouvidas ou cuidadas por medo de ficarmos sozinhas. Ora, se estamos numa relação onde não nos sentimos preenchidas, não nos sentimos ouvidas e cuidadas, não estamos sozinhas nessa relação? Então, por medo de ficar sozinha, já vamos logo treinando a ficar sozinha, mesmo estando numa relação a dois??
Outro exemplo, quantas vezes fazemos de tudo para agradar a alguém - nossos pais, mães, maridos, namorados ou filhos - por medo de não sermos amadas?? Nunca dizer não, sempre aceitar o que vem do outro mesmo que aquilo não nos satisfaça e por vezes até inventarmos desculpas para justificar uma atitude do outro que no fundo não nos cai nada bem?
Mas se fazemos de tudo para agradar a alguém nos esquecendo de nós, das nossas necessidades e limites, a mensagem que estamos mandando para nosso eu mais profundo é: não sou amada pelo que sou e sinto, não valho a pena ser amada.
Então, por medo de não sermos amadas já vamos logo nos deixando saber quanto não somos amadas. E sofremos...
Deu pra pegar a lógica da coisa? Vale a pena refletir, qual seu medo? Qual o sofrimento que virá caso aquilo que mais tememos aconteça? Será que já não estamos sofrendo exatamente por essa mesma razão??
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