quinta-feira, 12 de abril de 2012

Bifurcações

Tem momentos na vida que nos sentimos assim, parados num ponto do caminhar onde apresentam-se diferentes possibilidades de caminho a seguir. E agora? A sensação muitas vezes é de angústia, como se estivéssemos parados, perdendo tempo com a dúvida sobre qual caminho seguir.

Mas essas paradas são necessárias para que possamos analisar: para onde estamos indo? temos clareza de onde queremos chegar? quais escolhas nos trouxeram até aqui? quais as razões para seguir?

Para que possamos percorrer essas questões precisamos de tempo e disponibilidade para olhar para dentro. Coragem para ouvir as respostas. Sem essas paradas, pode ser que um dia, mais tarde, cheguemos onde nem pensávamos, ou desejávamos, estar e daí pode ser que a sensação seja de uma angústia ainda maior.

Permitir-nos esse tempo para gestar a clareza de onde queremos chegar e por que, vai fazendo com que os caminhos se abram e quando a nova ideia estiver madura, conseguiremos enxergar naquela bifurcação indicações suficientes para termos a certeza do melhor caminho a seguir rumo ao nosso objetivo.

Boa gestação!


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mulherzinha, eu? :: Artigo publicado na revista Expressa Mais!


Refletir sobre as questões do feminino hoje não é tarefa fácil. Quem é esse ser multitarefa, que dá conta de tanta coisa e tem ainda tantos conflitos em estar no mundo como mulher?

A mulher se transformou, cresceu em autoconfiança, atitude e pensamento. Mas por que a idéia do feminino no seu aspecto “mulherzinha” assusta tantas mulheres?

Quem é a “mulherzinha” de hoje?

Tem uma cena no filme “Casamento Grego” em que a mãe da Toula (personagem central) consegue que o marido dê a sugestão de que seja Toula a trabalhar na agência de turismo da tia. Isso era o que ela queria desde o início, mas conduz a conversa de maneira que ele sugira. É fantástica. Ele se sente o máximo, pois resolveu o problema dela. Ela tem o que quer. Daí ela fala: “O homem é a cabeça, mas é a mulher que vira o pescoço”. E dá uma risadinha fofa!

Acho que essa é uma característica de “mulherzinha” que eu vejo nas mulheres que estão conseguindo atuar no mundo com seus desejos, idéias, projetos e sonhos, sem deixar de lado um aspecto fundamental do feminino que é a receptividade. Estar disponível para a idéia do outro, acolher e reverenciar aquela contribuição, que é a semente que, quando acolhida, gera o novo.


Será que há uma geração de mulheres, filhas da revolução feminista, que não aprenderam muito bem a navegar nesse universo, estando um pouco perdidas? Eu vejo no consultório que sim.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Alegria

De repente uma alegria me invade, não sei porque. Que bom não saber. É tudo e é nada. De repente, sem mais nem porque uma lembrança te anima e você sente a vida pulsar em você. Assim, de repente.

O sorriso leve na minha face me lembra que a vida é feita de momentos, encadeados numa lógica transcendente, que teimamos, algumas vezes, em não enxergar. Ah que alegria tem a vida em tantos momentos abençoados!

Uma alegria serena, de bem receber o que a vida tem me reservado. À medida que esse sentimento me invade a energia parece ficar mais leve e tranquila ao meu redor. Quis compartilhar com você!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Rituais de Passagem


A vida vai passando e em muitos momentos nas nossas vidas nos vemos diante de uma passagem importante: nascimento, casamento, maternidade, inícios e términos de ciclos pedem rituais de passagem.

A energia concentrada num ponto faz uma marca emocional que é importante no alicerce da nossa história; e os rituais parecem ter o poder de concentrar nossa energia num único ponto, aquele momento presente.

Por isso os rituais sempre fizeram parte da história. Os rituais do equinócio de primavera no hemisfério norte, por exemplo, que acaba de acontecer, sempre foram marcantes na história ocidental. Os rituais que marcam a Páscoa - do hebraico Pessach, que significa passagem. A passagem de Cristo, da morte à vida eterna.

Estamos neste momento iniciando uma nova estação do ano junto com o início de um novo ano astrológico regido pela Lua - energia feminina, sentimento. Aproveitemos então essa vibração para nos harmonizar, fechar nossos ciclos, renascer! Fazendo nossos próprios rituais de passagem.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Luz e Sombra

Hampstead Heath - Londres - by Paula Bulgarelli
"A cura da doença pode ser encontrada descobrindo o errado dentro de nós e erradicando esta falha pelo desenvolvimento pleno da virtude oposta. Não lutando contra o errado, mas permitindo que a virtude oposta inunde o nosso Ser e ilumine a falha de nossa natureza." Dr. Edward Bach

Um pensamento me tomou de assalto esta tarde: como parecemos mais confortáveis em observar nossas chatices e defeitos do que nossas qualidades. Que pena!

Se, como afirmou Dr. Bach, temos dentro de nós, o potencial para a realização plena das virtudes humanas, significa que temos os dois pólos, dinamicamente atuando em nós.

Se em alguns momentos observamos uma virtude em desequilíbrio, não devemos colocar muita atenção no pólo negativo. A observação da virtude, e só ela, constrói uma camada de vibração positiva ao nosso redor. Inversamente, quando colocamos nossa atenção na falha, ela ganha mais energia e força.

Luz e Sombra: quanto mais a luz da consciência consegue se utilizar do potencial energético da sombra para fazer a transformação, mais caminhamos em direção à integração de Ser.

Reconhecer que os conflitos são necessários para buscarmos o que de verdade fala em nós, aquieta a mente e o coração. Nesse momento podemos recuperar o livre fluxo da nossa energia vital que fica presa numa rede de crenças sobre nós mesmos e o mundo.

Esse livre fluir da energia que circula em nós vai promovendo, pouco a pouco, o caminhar em direção ao que costumo chamar de "sentir-se confortável na própria pele", ou seja, aceitar-se como se é e ser capaz até de rir de si mesmo quando a ação, por vezes, não reflete o ser que se é.

Quais são suas virtudes?

Eu, terapeuta


Depois de anos como cliente de psicoterapia, eu tinha muita consciência de mim, minhas características e desequilíbrios que causavam sofrimento à mim e às pessoas queridas ao meu redor, mas de fato, tinha conseguido fazer poucos progressos em termos de mudança de comportamento ou alívio do sofrimento.

A transformação que se processou em mim após início de novo processo terapêutico que aliou a psicoterapia com técnicas como Caixa de Areia, Florais de Bach e Relaxamento entre outras, foi determinante na definição do meu caminho como Terapeuta.

Decidi não retomar o 5º ano do curso de Psicologia e dedicar meu tempo ao estudo dos Florais de Bach, das bases da Psicologia Junguiana e do entendimento do ser humano numa visão holística. Afinal, ser psicóloga talvez não me desse a liberdade de trabalhar em consonância com o que acredito: é a combinação de técnicas terapêuticas que trabalham diretamente no restabelecer do livre fluxo energético ao trabalho de psicoterapia, que traz avanços profundos no processo de autoconhecimento e equilíbrio do ser para uma vida mais integrada e feliz.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ah o amor... :: Artigo publicado na revista Expressa Mais!

Feliz ano novo! Não é assim que cumprimentamos as pessoas que vemos pela primeira vez quando um novo ano começa?

Quando um novo ano começa, quantas pessoas renovam a esperança de encontrar o amor...

Que amor? Aquele sentimento fácil de reconhecer quando estamos enamorados e tão difícil de manifestar quando estamos contrariados?

Fácil de sentir pelos filhos da gente, mas difícil de sentir pelos filhos dos outros? Que outros filhos são esses senão filhos amados de outros pais?

Será que se conseguirmos sentir pelos outros filhos todos, incluindo a nós mesmos, uma pequenina parcela do amor que dedicamos aos nossos próprios filhos, muda alguma coisa?

Muda tudo. Em nós e no mundo.

O exercício de deixar o sentimento de amor fluir através de nós começa pelo caminho do amar a si mesmo, não tem outro jeito. Lambendo as feridas, compreendendo as escolhas, buscando dentro do dentro o que nos faz diferente e o que nos faz igual.

Daí, reconhecer-se como parte de um todo maior, interconectado nas situações, experiências e pessoas ao redor é um pulinho. Só então podemos acessar o amor em outra dimensão, a do sentimento que já não tem como alvo apenas o bem de poucos amados, mas sim o bem de tudo e todos.

Poderia estar essa busca representada também nas nossas renovadas esperanças para o novo ano que começa? Feliz ano novo!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Medo de que?

Tem medo que vem de mansinho, tem medo que vem aos galopes. Tem medo que acorda de noite. Tem medo que vem de fora, tem medo que vem de dentro. Tem medo de voltar, tem medo de ficar. Tem medo de não se encaixar e tem medo de pactuar. Tão diferentes quantos diferentes somos.

O que de comum nas diferenças?

Medo contrário da Coragem. Coragem de ser. Coragem de deixar ser. Coragem de aceitar quem se é. Coragem de confiar na vida que se descortina ao caminhar. Coragem de reconhecer que cada pequenina parte desse caminho foi essencial na construção de quem se é hoje, ontem e sempre. Agradecer.

Nascer implica coragem. Fé de entregar-se à vida sem qualquer controle do que virá pela frente. Porque viver seria diferente? Porque em alguns momentos ao longo da caminhada nasce a necessidade de controlar o que vem depois do agora?

Reconhecer-se nas escolhas da vida ajuda a relaxar e confiar que o que virá em seguida não poderá ser em nada tão diferente daquilo que viemos escolhendo, sendo, vivendo. São todos frutos do caminhar.




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