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Foto de Paula Bulgarelli |
Porque vamos e convenhamos, todos temos um ser assim ou assado, que gostaríamos de ser, não é?
A grande mágica do processo terapêutico na busca por autoconhecimento, é que passamos a desmistificar esse eu que idealizamos. Em parte porque vamos nos aproximando desse eu à medida que vamos retirando nossas cascas e o jeito de ser que temos sido, para sermos nós mesmos. Em parte porque muito desse eu idealizado vai perdendo o encanto, o sentido e paramos de persegui-lo.
Esse eu idealizado tem muito do que nosso eu verdadeiro é e por isso admiramos, inconscientemente. Mas nesse eu idealizado tem também muita mente coletiva - aquela voz social que teima em dizer o que é certo e o que é errado na vida de todos. A separação entre uma parte e outra é processo terapêutico.
A casca é aquele eu que vai se formando sobre o eu mais verdadeiro e puro, à medida que interagimos com o mundo, desde que nascemos, numa barganha entre ser amado e ser feliz! O processo de retirada desses véus para enxergar o verdadeiro eu leva a uma atitude mais amorosa consigo e com o mundo.
Reconhecer quem somos nos permite atuar no mundo de uma forma mais leve e mais verdadeira, tomar decisões que tragam mais paz do que angústia, ter coragem para ser quem se é. Agimos mais em direção da nossa felicidade.
Felicidade. Acho que tá aí o grande significado de qualidade de vida!!
Sejamos felizes!